Equipe confirmou a morte nesta terça-feira (13). Cantor enfrentava um linfoma não Hodgkin; velório e cremação serão reservados a familiares e amigos próximos.
O cantor Netinho, um dos nomes mais conhecidos do axé e intérprete do sucesso “Milla”, morreu na manhã desta terça-feira, 13 de outubro de 2026, aos 60 anos, em Salvador. A morte foi confirmada pela equipe em comunicado publicado nas redes sociais do artista e reproduzido pela imprensa. Ele enfrentava um câncer no sistema linfático.
Segundo a assessoria, Netinho tinha um linfoma não Hodgkin do tipo B. O quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, conforme informou o comunicado.
Equipe divulgou nota oficial de despedida
“É com uma tristeza que corta a alma que comunicamos o falecimento do cantor Netinho, ocorrido na manhã de hoje”, informou a equipe na abertura da nota. O texto destacou a trajetória musical do artista e sua ligação com os fãs.
A assessoria também anunciou que o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, com a presença de familiares e amigos próximos, respeitando um desejo expresso pelo próprio cantor. A equipe pediu privacidade durante a despedida.
O que estava acontecendo com Netinho
O cantor tornou público o diagnóstico de câncer em março de 2025, depois de uma internação no Hospital Aliança Star, em Salvador. Ele havia procurado atendimento após sentir fortes dores e passou a compartilhar com os seguidores informações sobre o tratamento.
Após o tratamento inicial, Netinho chegou a anunciar que os exames não encontravam mais sinais da doença. Entretanto, em maio de 2026, revelou o retorno do linfoma e precisou retomar a quimioterapia. Durante esse período, continuou publicando relatos sobre a rotina médica e mensagens de esperança.
Em 30 de setembro, a equipe anunciou seu afastamento das redes sociais para que ele concentrasse as energias na recuperação. Na ocasião, a assessoria informou diretamente à CNN que o artista estava internado no Hospital Aliança Star desde 22 de agosto.
O linfoma não Hodgkin é um câncer que acomete o sistema linfático, relacionado à defesa do organismo. No caso do cantor, a doença voltou depois de um período de remissão e voltou a exigir tratamento.
Da Banda Beijo à projeção nacional
Ernesto de Souza Andrade Júnior nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Mudou-se com a família para Salvador aos dez anos e ganhou o primeiro violão aos 14. Antes de se tornar conhecido nos trios elétricos, apresentou-se em bares da capital com repertório de MPB e bossa nova.
Netinho ganhou projeção à frente da Banda Beijo, com a qual estreou no circuito do Carnaval de Salvador em 1988. “Beijo na Boca” ajudou a levar sua voz às rádios de todo o país. Em 1993, iniciou a carreira solo com “Um Beijo Pra Você”, trabalho que trouxe sucessos como “Menina”, “Total” e “Capricho dos Deuses”.
Um dos momentos decisivos veio em 1996, com “Netinho ao Vivo”, gravado em Aracaju. O álbum incluiu “Milla”, composição de Tuca Fernandes e Manno Góes que se tornaria sua canção mais emblemática. O repertório também reunia músicas como “Preciso de Você”, “A Vida É Festa” e “Beijo na Boca”.
Sua trajetória acompanhou a expansão do axé para além da Bahia. Com discos de grande repercussão, apresentações pelo Brasil e turnês internacionais, incluindo Portugal, Netinho ajudou a transformar a música dos carnavais baianos em um repertório conhecido nacionalmente. Sua combinação de canções românticas e músicas de festa marcou o auge comercial do gênero nos anos 1990.
Os trabalhos recentes e o plano de voltar aos palcos
Entre seus lançamentos mais recentes está “Grandeza e Simplicidade”, álbum disponibilizado em 12 de julho de 2026, quando completou 60 anos. O trabalho reúne 14 faixas, incluindo “Preciso de Você”, “Menina” e um medley com “Beijo na Boca”.
Em novembro de 2025, o cantor também havia lançado o single “Obrigado Meu Deus”, outro registro de sua produção nos últimos meses de carreira.
Mesmo durante o tratamento, Netinho mantinha planos de retornar à estrada. Ao completar 60 anos, anunciou que pretendia produzir um novo espetáculo, com o nome provisório “1966”, depois de concluir os cuidados contra o câncer. O projeto representava seu desejo de continuar emocionando o público com a música.












