Celebrado nesta quarta-feira, 14 de outubro, o Dia Nacional da Pecuária chama atenção para uma das atividades de maior presença histórica e econômica no campo brasileiro. Em Mato Grosso do Sul, os números ajudam a dimensionar a importância da cadeia produtiva, que envolve criação, reprodução, engorda, comercialização, frigoríficos, transporte, genética, sanidade animal e uma extensa rede de serviços ligados ao setor. A data é reconhecida nacionalmente como dedicada à atividade pecuária.

Dados mais recentes da Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com 17.946.309 bovinos.

O número é inferior ao observado em 2024, quando o Estado possuía 18.744.820 cabeças. A diferença é de aproximadamente 798 mil animais, representando uma redução próxima de 4,3% em um ano.

A série histórica do IBGE mostra oscilações nos últimos anos. Mato Grosso do Sul tinha 18,6 milhões de bovinos em 2021, 18,4 milhões em 2022 e chegou a 18,89 milhões em 2023, antes de recuar para 18,74 milhões em 2024 e 17,94 milhões em 2025.

Maracaju tem mais de 128 mil bovinos

Dentro desse cenário, Maracaju possuía 128.116 cabeças de bovinos em 2025, conforme o levantamento municipal do IBGE.

O dado mostra que, embora o município tenha forte destaque nacional pela produção agrícola, especialmente de grãos, a pecuária também mantém presença importante dentro da estrutura produtiva rural maracajuense.

Na região, Sidrolândia aparece com 175.467 bovinos, Nova Alvorada do Sul com 126.718, Dourados com 92.826, Rio Brilhante com 77.215 e Ponta Porã com 72.242 cabeças.

O maior rebanho bovino de Mato Grosso do Sul está em Corumbá, que registrou 2.154.749 animais em 2025. Outros municípios com números expressivos são Aquidauana, com 845.026; Ribas do Rio Pardo, com 782.275; Porto Murtinho, com 694.235; e Rio Verde de Mato Grosso, com 567.121 cabeças.

Pantanal concentra milhões de animais

A importância da bovinocultura fica ainda mais evidente no Pantanal. Levantamento apresentado na edição desta quarta-feira do jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, com base em boletins da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), aponta que o Pantanal sul-mato-grossense reunia aproximadamente 4,19 milhões de bovinos em novembro de 2024.

Naquele período, o volume correspondia a 22,3% do rebanho estadual, com cerca de 3.708 propriedades rurais cadastradas na região.

A produção pantaneira possui características próprias por causa do ciclo de cheias e secas. O manejo precisa levar em consideração disponibilidade de pastagem, deslocamento dos animais, acesso às propriedades, prevenção de queimadas e conservação ambiental. A reportagem também destaca o avanço de tecnologias ligadas à genética, controle sanitário, suplementação e gestão das propriedades.

Pecuária movimenta bilhões em Mato Grosso do Sul

O peso econômico do setor não é medido apenas pelo número de animais.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) mostram que o Valor Bruto da Produção Agropecuária de Mato Grosso do Sul foi estimado em R$ 79,65 bilhões em 2025.

Desse montante, a pecuária respondeu por aproximadamente R$ 28,24 bilhões, representando 35,45% do VBP agropecuário estadual.

Em comparação com 2024, o valor estimado para a pecuária apresentou crescimento de 20,91%. Entre os produtos que compõem o VBP sul-mato-grossense, os bovinos representaram 26,18% do total calculado para o setor agropecuário estadual.

Os números reforçam a presença da pecuária na economia de Mato Grosso do Sul mesmo diante da redução registrada no tamanho do rebanho bovino.

Além da quantidade de animais, produtividade, sanidade, rastreabilidade, sustentabilidade e eficiência das propriedades estão cada vez mais presentes nas discussões sobre o futuro da atividade.

Para municípios agrícolas como Maracaju, o levantamento também mostra que agricultura e pecuária continuam dividindo espaço dentro de uma economia fortemente ligada ao campo.