Campo Grande concentra cerca de 42% dos casos projetados no estado; Outubro Rosa reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso à mamografia.
Mato Grosso do Sul tem uma estimativa de 930 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgados pelo jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, na edição desta terça-feira (13). Somente em Campo Grande, a previsão é de 390 novos diagnósticos anuais.
Na Capital, a taxa bruta estimada é de 78,99 casos para cada 100 mil mulheres. Os números indicam a dimensão da doença e reforçam a necessidade de ampliar a conscientização, o acesso aos exames e a identificação precoce de alterações nas mamas.
Os dados são estimativas epidemiológicas para o período de três anos e não representam o número de mulheres que já receberam diagnóstico em 2026.
Quais sinais merecem atenção?
O câncer de mama pode apresentar diferentes manifestações. Entre os sinais que precisam ser avaliados por um profissional de saúde estão:
- Caroços ou nódulos nas mamas;
- Alterações na pele ou no formato das mamas;
- Retração do mamilo;
- Nódulos nas axilas ou no pescoço;
- Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
De acordo com as informações do INCA reproduzidas na reportagem de O Estado, o nódulo é a principal alteração percebida pelas próprias mulheres, estando presente em aproximadamente 90% dos casos nos quais a doença é identificada pela paciente.
É importante destacar que nem todo nódulo ou alteração significa câncer. Entretanto, mudanças persistentes devem ser investigadas por um profissional de saúde, sem que a paciente tente estabelecer o diagnóstico por conta própria.
Mamografia é importante para o diagnóstico precoce
A mamografia é um dos principais exames utilizados no rastreamento do câncer de mama, pois pode identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas.
A indicação do exame deve considerar os critérios de rastreamento e a avaliação clínica individual. Mulheres que apresentem sintomas ou alterações suspeitas precisam procurar atendimento, independentemente de estarem na faixa etária indicada para exames de rotina.
O acompanhamento médico é importante para definir quais exames são necessários em cada situação.
Hábitos saudáveis ajudam a reduzir os riscos
Embora fatores como idade, histórico familiar e determinadas características genéticas não possam ser modificados, existem medidas que podem contribuir para a redução do risco de desenvolver câncer de mama.
Entre as recomendações divulgadas pelo INCA estão a prática regular de atividades físicas, a manutenção de um peso corporal adequado, uma alimentação saudável e a redução do consumo de bebidas alcoólicas.
A amamentação também é reconhecida como fator de proteção.
Esses cuidados, entretanto, não eliminam completamente a possibilidade de desenvolver a doença. Por isso, a atenção aos sinais do corpo e o acompanhamento nos serviços de saúde continuam importantes.
Hospital de Campo Grande anuncia oferta gratuita de mamografias
Como parte das ações do Outubro Rosa, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), em parceria com a Rede Feminina de Combate ao Câncer, anunciou uma campanha de exames gratuitos na Capital.
Segundo as informações divulgadas pelo jornal O Estado, a programação prevê a oferta de 80 mamografias gratuitas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, entre 15 de outubro e 27 de novembro.
A iniciativa também prevê 100 exames de PSA por dia, voltados à avaliação da saúde da próstata, dentro de uma campanha que reúne ações do Outubro Rosa e do Novembro Azul.
O lançamento oficial está previsto para domingo (18), com cerimônia anunciada para quarta-feira (14), às 9h, em frente ao ambulatório do hospital, na Rua Marechal Rondon, nº 1.053, em Campo Grande.
Antes de se deslocar, é recomendável confirmar diretamente com a instituição os critérios de atendimento, a distribuição de senhas e a disponibilidade dos exames.
E a situação em Maracaju?
Os dados estaduais reforçam a importância de acompanhar também o acesso aos exames preventivos nos municípios do interior.
Em Maracaju, informações oficiais fornecidas anteriormente pela Secretaria Municipal de Saúde ao Hoje Cidades apontaram a realização de 168 mamografias entre janeiro e setembro de 2026.
Segundo a administração municipal, o agendamento é realizado por meio do sistema de regulação de Campo Grande. A paciente apresenta o pedido médico à Central de Atendimento à Saúde (CAS), que encaminha a solicitação para a regulação.
Na ocasião, a Secretaria informou não haver fila de espera para o procedimento. Entretanto, não apresentou ao Hoje Cidades dados sobre o tempo médio entre a solicitação e a realização do exame.
O indicador de rastreamento do câncer de mama apresentado no relatório municipal do primeiro quadrimestre de 2026 registrou resultado de 0,03, diante da meta anual de 0,13. Trata-se de uma razão utilizada no monitoramento dos serviços de saúde, e não de uma contagem direta de pacientes.
Os 930 casos anuais estimados pelo INCA abrangem todo Mato Grosso do Sul. A reportagem consultada não apresenta uma projeção específica de novos casos para Maracaju.
Atenção deve continuar durante todo o ano
Embora outubro seja dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, o cuidado com a saúde não deve ficar restrito ao período da campanha.
A identificação de alterações suspeitas, o acesso à avaliação profissional e a realização dos exames indicados são medidas importantes para que possíveis casos sejam investigados em tempo oportuno.
Diante de qualquer alteração persistente nas mamas, a orientação é procurar uma unidade de saúde.
Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA), conforme dados reproduzidos na reportagem de O Estado de Mato Grosso do Sul, edição de 13 de outubro de 2026, página A5; informações da campanha do Hospital de Câncer Alfredo Abrão divulgadas na mesma edição; Secretaria Municipal de Saúde de Maracaju e relatório municipal do primeiro quadrimestre de 2026, utilizados exclusivamente na contextualização local.












