No dia 25 de outubro, Simone procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência contra o ex-marido. Na delegacia, ela relatou que após a separação, o autor passou a persegui-la. Conforme o relato de Simone, o fim do relacionamento ocorreu por ciúmes excessivo do ex-marido.
Ela ainda relatou que durante os 15 dias em que estavam separados, o autor a perturbava constantemente. No dia 24 de outubro, Simone contou que havia deixado as filhas no salão de beleza, saindo em seguida para ir ao banco.
Neste meio tempo, o ex-marido mandou mensagens para uma das filhas questionando onde estava Simone, sendo que a menina disse que a mãe havia ido ao banco e já voltava. Irritado, o autor teria dito à filha que a ex-mulher teria ido se encontrar com um amante.
Simone pediu por medidas protetivas com medo das atitudes do ex-marido.
O feminicídio
O pai de Simone a encontrou morta, na frente de uma das granjas onde ela trabalhava, em Itaporã, a 225 quilômetros de Campo Grande. Já o suspeito fugiu após o crime em um carro modelo Corsa Classic, de cor prata.
Logo, os policiais e a Perícia Técnica foram para o local. Lá as testemunhas contaram que o ex-marido, em posse de um revólver calibre 38, foi até a casa onde Simone estava trabalhando.
Assim, efetuou os disparos contra a cabeça da ex-mulher. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Atualmente, o suspeito trabalhava e morava na granja, bem como a ex-esposa, mas residiam em casas separadas.
Após o crime, o ex-marido segue foragido e o caso é investigado como feminicídio e descumprimento de decisão judicial, que defere medidas protetivas de urgência previstas na lei pela Delegacia de Polícia Civil de Itaporã.