O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga o descarte de lixo a céu aberto em Águas do Miranda, distrito de Bonito. O órgão cobrou da Prefeitura a comprovação da retirada dos resíduos e da recuperação ambiental da área, além de solicitar uma vistoria à Polícia Militar Ambiental.

Segundo reportagem do Campo Grande News, a apuração é conduzida pelo promotor Felipe Blos Orsi, da 2ª Promotoria de Justiça de Bonito, e teve origem em denúncia recebida em novembro de 2025.

O relato, acompanhado de fotografias, apontava acúmulo de entulho, lixo doméstico e restos de animais, com mau cheiro e presença de moscas nas proximidades das residências.

Prefeitura deve comprovar limpeza

O MPMS estabeleceu prazo de 30 dias para a administração municipal apresentar documentos que comprovem a limpeza e a recuperação do local.

Conforme a reportagem, a cobrança inclui fotografias com data e localização, informações sobre o destino dos resíduos e medidas para impedir novos descartes. A Promotoria também solicitou um cronograma para as ações previstas pelo município.

O objetivo do inquérito civil é apurar a situação e acompanhar as providências para a recuperação da área.

Vistoria deve verificar suspeita de escoamento de chorume

Outro ponto da investigação é a suspeita de que, durante as chuvas, o chorume alcance o Córrego da Onça, que deságua no Rio Miranda.

A Polícia Militar Ambiental foi acionada para verificar as condições do local e a possível continuidade do descarte. A reportagem consultada não apresenta laudo que comprove contaminação dos cursos d’água.

O que informou a Prefeitura

Ainda de acordo com o Campo Grande News, em resposta encaminhada ao Ministério Público em março, a Prefeitura informou que o distrito conta com coleta domiciliar terceirizada, recolhimento de caçambas e mutirões de limpeza.

O município também declarou que os resíduos são encaminhados para a área urbana de Bonito e, posteriormente, para um aterro sanitário em Jardim.

Para a Promotoria, porém, as informações apresentadas não comprovaram a retirada dos resíduos fotografados nem a recuperação da área investigada.


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