Enquanto ‘Elvis’ não chega, veja filmes sobre astros da música no streaming

SANDRO MACEDO
FOLHA DE S. PAULO
SÃO PAULO – Em cartaz nos cinemas, “Elvis” é o mais novo exemplar de uma recente onda de cinebiografias de estrelas do rock, como “Rocketman”, sobre sir Elton John, ou “Bohemian Rhapsody”, com a trajetória de Freddie Mercury e do Queen.

O próprio Elvis Presley já foi alvo de várias séries, como a documental “Elvis Presley: The Searcher”, produzida pela HBO e que foi exibida na Netflix, mas que atualmente não está em nenhum dos dois catálogos; ou a minissérie de ficção “Elvis”, de 2005, com Jonathan Rhys Meyers, também indisponível nos canais sob demanda.

BTEASTIE BOYS STORY – O cultuado diretor Spike Jonze conduz este documentário que traz cenas de arquivo e entrevistas em formato de stand-up, em um palco, com os três integrantes do grupo de rap, que fez fama nas décadas de 1980 e 1990.
Disponível na Apple TV+ (119 min.)​

BOHEMIAN RHAPSODY
Cinebiografia traz a trajetória de Freddie Mercury (Rami Malek) e sua ascensão ao lado do grupo Queen desde os anos 1970. Sem se aprofundar muito, o filme trata também da vida amorosa de Mercury, que demorou para assumir sua homossexualidade. O título remete à cultuada música do grupo, muito criticada na época do lançamento, mas que foi redescoberta no filme “Quanto Mais Idiota Melhor” (1992).

GET BACK – O diretor Peter Jackson, da hexalogia “O Senhor dos Anéis”, parte de mais de 50 horas de imagens e outras 200 de áudio para montar esta série documental em três episódios, que somam pouco menos de 8 horas de corte final. O registro acompanha os momentos finais dos Beatles, em janeiro de 1969, quando Paul, John, George e Ringo ensaiavam —com momentos de tensão— para o que seria um programa de TV, o que logo foi descartado. O último episódio, com o famoso show no telhado da gravadora do grupo, foi exibido recentemente em algumas salas Imax. Leia a crítica na Folha.
Disponível na Disney+ (3 episódios)

JOHNNY & JUNE – O filme acompanha a carreira da lenda da música country Johnny Cash (Joaquin Phoenix), retratando o difícil relacionamento com o pai e o vício em anfetaminas e álcool, que acabou com seu primeiro casamento. Para se recuperar, ele teve a ajuda da também cantora June Carter (Reese Witherspoon), que conheceu durante uma turnê.
Disponível no Star+ (136 min.)

LA BAMBA – Sucesso do cinema nos anos 1980, o filme traz a história do adolescente Ritchie Valens (Lou Diamond Phillips), descendente de mexicanos que teve ascensão meteórica após compor uma música para a namorada que se tornou hit, “Donna”. O longa foca ainda na conturbada relação com o ciumento irmão mais velho.
Disponível na Netflix (108 min.)

NÃO ESOU LÁ – Um aviso na tela logo no início dá a letra de que não se trata de uma cinebiografia clássica: “Inspirado nas canções e muitas vidas de Bob Dylan”. Assim vemos seis atores diferentes, incluindo Christian Bale, Heath Ledger e Cate Blanchett, revezando-se nas diferentes facetas de Dylan (mas nenhum personagem se chama Bob), do ídolo folk ao símbolo da contracultura.
Disponível no Belas Artes à la Carte (135 min.)

OCKTMAN – A relação complicada com a mãe desde a infância, a parceria com seu principal compositor, a fama, os excessos e os amores com homens e mulheres permeiam esta ótima cinebiografia de Elton John (Taron Egerton, que canta as músicas) em formato de musical.
Disponível na Netflix e Star+ (121 min.)

Disponível no Star+ (118 min.)

O QUE TEM DE NOVO

MARIA MARTA, O ASSASSINATO NO COUNTRY CLUB – Série de “true crime” inspirada em um caso que chocou a Argentina. Em 2002, Maria Marta foi encontrada morta na banheira de sua casa, em um condomínio de classe média-alta. Marido e amigos limparam a cena do crime antes da chegada da polícia, que logo constatou que ela foi assassinada com tiros na parte de trás da cabeça. O marido é condenado, mas, nove anos depois, uma mulher ainda tenta elucidar o assasssinato por meio de seu blog. A série intercala passado e presente para mostrar contradições na investigação.
Disponível na HBO Max (8 episódios)

MEDIDA PROVISÓRIA – Sucesso nacional de público no ano, com cerca de 450 mil espectadores, o filme marca a estreia de Lázaro Ramos na direção. A ação se passa num futuro próximo, quando um governo autoritário decreta um uma medida provisória que obriga os cidadãos com melanina acentuada (termo usado no lugar de negro ou afrodescendente) a retornarem para a África. A lei provoca perseguições e resistência, como a de um advogado negro (Alfred Enoch) que está isolado com o primo (Seu Jorge) no apartamento, enquanto a mulher, uma médica grávida (Taís Araújo), busca abrigo nas ruas. Leia a crítica na Folha.
Disponível na Globoplay (94 min.)

Cena do filme ‘Medida Provisória’ Mariana Vianna/Divulgação

PERSUASÃO – Inspirado na obra homônima de Jane Austen, o filme traz a história de Anne, mulher persuadida pela família de origem nobre a romper o noivado com o homem que ama, que está na marinha. Anos depois, a família dela está com dificuldades financeiras enquanto ele reaparece como um rico capitão, porém, magoado pelo abandono do passado, o que causa alguns desencontros. Como em vários exemplos recentes (“Fleabag”, para citar um), a protagonista Dakota Johnson quebra a quarta parede ao conversar com a câmera, na tentativa de criar uma interação com o espectador.
Disponível na Netflix (107 min.)

QUEM É GHISLAINE MAXWELL? – Para quem não lembra, a socialite inglesa Ghislaine Maxwell era a parceira do bilionário Jeffrey Epstein, que foi preso por abusar sexualmente de centenas de adolescentes e ainda fazer tráfico sexual —com a ajuda de Ghislaine, que aliciava as jovens, mas que demorou anos para ser responsabilizada pelos crimes. Foi ela, por exemplo, que apresentou o amigo príncipe Andrew, também acusado de abuso, a Epstein. Nesta minissérie, os diretores tentam traçar um perfil de Ghislaine, passando pelos colegas de Oxford e pela relação com o pai, um magnata da mídia que perdeu a fortuna.
Disponível na HBO Max (3 episódios)

JEFREY EPSTEIN – PODER E PERVERSÃO – A série da Netflix dá mais voz às vítimas e tenta reconstruir o passado de abuso e tráfico sexual de Jeffrey Epstein, contra centenas de adolescentes. E como a Justiça e o FBI foram omissos diante do caso que envolvia um bilionário com fortes ligações políticas.
Disponível na Netflix (4 episódios)

​Esta é a edição da Maratonar, a newsletter da Folha que ajuda você a se achar no meio de tantas opções de séries e filmes no streaming.