O preço do bezerro segue em alta em Mato Grosso do Sul e mantém o custo de reposição no centro do planejamento da pecuária. No fechamento de sexta-feira, 23 de outubro, o Indicador do Bezerro Cepea/Esalq para o estado atingiu R$ 3.518,84 por cabeça, avanço de 0,19% em relação ao dia anterior, conforme os dados reproduzidos pelo Notícias Agrícolas. Confira a cotação.
A valorização tem efeitos diferentes ao longo da cadeia. Para o criador que comercializa bezerros, o preço maior amplia a receita por animal vendido. Já para quem compra o gado jovem para recria e engorda, representa um desembolso mais elevado antes de começar a próxima etapa da produção.
O movimento é relevante para o acompanhamento do mercado pelos pecuaristas de Maracaju e região. O indicador, porém, é uma referência estadual: o valor de cada negócio depende das características dos animais, das condições de pagamento e da negociação entre compradores e vendedores.
Cotação mantém sequência de avanços
Na quinta-feira, 22 de outubro, o indicador estava em R$ 3.512,30 por cabeça. Na quarta-feira, dia 21, a referência era de R$ 3.507,45. Os números mostram a continuidade da valorização nos últimos fechamentos.
| Data | Indicador do bezerro em MS |
|---|---|
| 21 de outubro | R$ 3.507,45 por cabeça |
| 22 de outubro | R$ 3.512,30 por cabeça |
| 23 de outubro | R$ 3.518,84 por cabeça |
Fonte: Cepea/Esalq, com valores reproduzidos pelo Notícias Agrícolas.
Boi gordo também sobe
Na outra ponta da atividade, o animal pronto para o abate também registrou valorização. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, referência para o mercado paulista, encerrou a sexta-feira em R$ 381,40 por arroba, alta diária de 0,22%. Confira o indicador.
Acompanhar os dois mercados ajuda a entender o custo relativo da reposição. Entretanto, a referência paulista do boi gordo não representa automaticamente o preço recebido pelo produtor em Mato Grosso do Sul. Para avaliar uma compra, entram na conta as condições efetivas de venda e aquisição dos animais em cada propriedade.
Preço maior exige olhar para a produtividade
O custo do bezerro é apenas uma parte do investimento necessário até o abate. Alimentação, pastagens, sanidade, frete e tempo de permanência do animal na fazenda também interferem no resultado da recria e da engorda.
Em conteúdo publicado pela Acrissul em 19 de outubro, o consultor de Serviços Técnicos da Agroceres Multimix, José Rodolfo Reis de Carvalho, destacou a importância da eficiência na cria e do potencial de desenvolvimento dos animais diante da reposição valorizada. A análise relaciona manejo, desempenho e produtividade ao resultado das etapas seguintes da pecuária.
Para quem vende, a cotação maior precisa ser confrontada com o custo de produzir o bezerro. Para quem compra, o planejamento inclui quanto será necessário investir para levar esse animal ao peso de comercialização. A alta dos preços, isoladamente, não determina a margem final da atividade.










