Dor para caminhar, dificuldade para agachar e limitações nas tarefas do dia a dia estão entre as queixas discutidas pelo ortopedista Dr. Cassio Mendes Carvalho, durante entrevista nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, ao programa Primeira Hora, com Osmar Silva, na RCM — Rádio Cidade Maracaju.

O tema central foi a artrose no joelho, condição que envolve alterações na articulação, incluindo o desgaste da cartilagem. O médico explicou que existem alternativas de tratamento para reduzir a dor e melhorar a função do joelho, com escolhas que dependem da avaliação de cada paciente.

Nem toda dor no joelho é artrose

Ao responder às dúvidas dos ouvintes, Dr. Cassio ressaltou que dores no joelho podem ter diferentes causas e precisam ser investigadas em diferentes faixas etárias.

“A dor é um alerta, você tem que investigar a causa dessa dor”, afirmou.

Segundo o especialista, desconforto para praticar atividades, agachar ou realizar tarefas simples já é motivo para procurar avaliação. Identificar a origem da dor permite planejar os cuidados e verificar quais medidas são adequadas para aquela pessoa.

Exercícios e controle do peso fazem parte dos cuidados

Durante a entrevista, o ortopedista reforçou a importância de hábitos que ajudam a cuidar das articulações, destacando a prática de atividade física e o controle do peso.

“Atividade física e controle do peso. Isso daí é fundamental”, destacou.

Esses cuidados também integram as recomendações do NICE, instituto britânico que elabora diretrizes de saúde. A instituição orienta exercícios terapêuticos adaptados às necessidades de cada pessoa e controle do peso quando há sobrepeso ou obesidade, para ajudar a reduzir a dor e melhorar a função. Consulte a diretriz sobre artrose.

Tratamento considera sintomas e necessidades do paciente

Dr. Cassio descreveu uma abordagem em etapas, começando por medidas menos complexas e avaliando outras opções conforme a resposta do paciente. Condições de saúde, limitações na rotina e preferências pessoais também entram nessa discussão.

O médico destacou que aliviar os sintomas e permitir que a pessoa retome atividades importantes são objetivos do cuidado.

“Às vezes nós não conseguimos curar o paciente, mas nós conseguimos tratar o paciente”, explicou.

Infiltrações: indicações e limites precisam ser discutidos

Entre os recursos mencionados na entrevista estão infiltrações com ácido hialurônico e o plasma rico em plaquetas (PRP). Esses procedimentos possuem indicações e limitações específicas.

No caso do ácido hialurônico, a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) não recomenda o uso de rotina para artrose sintomática do joelho, embora reconheça que alguns pacientes selecionados podem se beneficiar quando a indicação é adequada. Veja a diretriz da AAOS.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina regulamentou, em julho de 2026, o PRP como tratamento complementar para condições específicas, incluindo a artrose do joelho. A norma exige avaliação individualizada e proíbe promessas de cura ou garantia de regeneração dos tecidos. Confira a regulamentação do CFM.

Quando a cirurgia entra em discussão

A colocação de prótese também foi abordada pelo ortopedista como uma possibilidade quando outras estratégias deixam de oferecer resultados satisfatórios. A decisão precisa considerar os sintomas, o impacto na vida do paciente e os riscos do procedimento.

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) explica que a artroplastia total do joelho substitui a articulação danificada por uma prótese e é indicada quando não há perspectiva de melhora com outros tratamentos. Saiba mais sobre a cirurgia.

Durante a entrevista, o telefone informado para contato com a clínica foi (67) 99130-4364.