O governo federal mobilizou forças de segurança em Mato Grosso do Sul para investigar denúncias de ameaças, racismo e violência contra comunidades indígenas após o segundo turno das eleições. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira, 3 de novembro.

Segundo a reportagem, o Ministério dos Povos Indígenas recebeu dez denúncias e encaminhou os relatos aos órgãos responsáveis pelas investigações. O número representa denúncias recebidas: a matéria não apresenta conclusões das apurações nem comprova a ocorrência de dez crimes distintos.

Quais medidas foram anunciadas?

A Polícia Federal em Campo Grande e as cinco delegacias do interior receberam orientação para atuar 24 horas por dia na identificação e apuração das denúncias, conforme o jornal.

A mobilização também envolve a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e as polícias estaduais. O governo informou que a força-tarefa permanecerá mobilizada pelo tempo necessário.

Ministros visitaram comunidades

No sábado, 31 de outubro, os ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos, visitaram as aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru.

Na mesma data, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se com forças de segurança em Dourados para acompanhar a situação, segundo a reportagem.

Balanço nacional reúne 189 denúncias

O texto também apresenta um levantamento do Ministério dos Direitos Humanos: até 30 de outubro, haviam sido registradas 189 denúncias de violência política, intimidação e discriminação relacionadas às eleições em todo o Brasil.

Esse dado tem abrangência nacional e não corresponde ao número de denúncias de Mato Grosso do Sul ou exclusivamente de comunidades indígenas.

No estado, o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos acompanha 90 pessoas ameaçadas, conforme os dados citados pelo jornal. Desse total, 86 são indígenas: 84 dos povos Guarani e Kaiowá e duas do povo Terena.

Como denunciar

A orientação publicada na reportagem é que casos de ameaças e violência sejam comunicados pelo Disque 100 ou à polícia.