Polícia lança gás lacrimogênio e encerra evento político

Da redação
Evento político ontem (11/10), em Taquarussu, acabou com a polícia lançando gás lacrimogênio. A passeata era promovida pela coligação ‘Taquarussu não pode parar’ e a ação policial aconteceu enquanto um grupo fazia oração. Tudo foi transmitido ao vivo no Facebook oficial do candidato do PSDB, @clovisdobanco.
A bomba de gás lacrimogênio foi atirada em direção a uma multidão que acompanhava a oração feita em homenagem ao candidato a vice-prefeito Edson da Rádio, que encontra hospitalizado (em coma induzido, respirando por aparelhos) vítima da Covid-19.
No momento em que a primeira dama do município, Ana Maria Almeida, fazia uma fala sobre a importância do grupo manter a paz e realizar um movimento com respeito, a equipe da Polícia Militar que estava acompanhando o evento desde o início soltou a bomba e a correria aconteceu.
Várias pessoas passaram mal com os efeitos do gás lacrimogênio e foram atendidas nas lojas e casas próximas.
Famílias inteiras que saíram das suas casas para acompanhar o ato em apoio à candidatura de Clóvis do Banco e Edson da Rádio foram surpreendidas pela ação da polícia.
Segundo Jair, que estava com a esposa e os dois filhos pequenos, de três e seis anos, a surpresa e o medo deram lugar a indignação quando conseguiram fugir da nuvem de fumaça.
“Estávamos orando pela saúde do nosso amigo Edson [da Rádio] e pelas famílias que perderam pessoas nos últimos dias, vítimas da Covid, quando a Ana [primeira dama] gritou e pediu que corrêssemos por que a polícia estava atirando as bombas. Foi um momento de horror”, relatou.
Os milhares de pessoas que participavam do evento foram obrigados a se retirar enquanto os agentes da tropa de choque avançavam com cinco veículos.
Outras três bombas foram lançadas em direção dos participantes até que fosse totalmente encerrado o movimento que ainda tinha em sua programação as falas de familiares do vice-prefeito internado, e do próprio candidato Clóvis do Banco, que faria um agradecimento.
A coligação não se pronunciou oficialmente, mas, ainda no local, os organizadores lamentaram o ocorrido enquanto atendiam pessoas que passavam mal com os efeitos das bombas.
Ainda no início do evento a polícia conduziu o atual prefeito, Roberto Nem, até a delegacia.