O plantio da safra de soja 2026/2027 alcançou 18% da área agrícola acompanhada em Mato Grosso do Sul. O avanço, porém, ocorre de forma desigual entre as regiões produtoras: enquanto o Sul apresenta o ritmo mais acelerado, o Norte enfrenta dificuldades provocadas pela irregularidade das chuvas.
Os dados são do Projeto SIGA-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), executado pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), e foram publicados pelo jornal O Estado nesta sexta-feira (9).
Região Sul concentra maior avanço
De acordo com o levantamento, a região Sul já havia semeado 25,3% da área destinada à soja. Na região Centro, o plantio alcançou 11,4%. Já no Norte, menos de 0,4% da área prevista havia sido plantada no momento do levantamento.
A diferença está relacionada principalmente às condições climáticas. Nas regiões Centro e Sul, a umidade do solo tem favorecido a entrada das máquinas e o avanço das operações. No Norte, a distribuição irregular das chuvas mantém o ritmo mais lento.
A expectativa apresentada no levantamento é de que o plantio ganhe força na região Norte a partir da segunda quinzena de outubro, caso as precipitações se regularizem.
Área plantada deve crescer na nova safra
A estimativa do Projeto SIGA-MS aponta que a soja deverá ocupar aproximadamente 4,874 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul na safra 2026/2027, um crescimento de 5,5% em comparação com o ciclo anterior.
A produtividade média projetada é de 52,4 sacas por hectare, com produção estimada em 15,331 milhões de toneladas.
Apesar da perspectiva de crescimento, o desempenho da safra dependerá de fatores como a regularidade das chuvas, o desenvolvimento inicial das plantas e os custos de produção. O planejamento financeiro também é apontado como um desafio para os agricultores neste início de ciclo.
O que acompanhar em Maracaju
Para Maracaju, município com forte presença do agronegócio, o avanço do plantio é um indicador importante para acompanhar o início da safra. No entanto, os percentuais estaduais e regionais não permitem afirmar qual é a situação exata das lavouras no município.
A atualização dos dados locais pode ajudar a esclarecer quanto da área prevista já foi semeado, se as chuvas têm favorecido os trabalhos no campo e qual é a expectativa dos produtores para as próximas semanas.
A evolução do plantio nas próximas semanas será importante para avaliar se o ritmo das operações se mantém e se as condições climáticas permitem avançar dentro do calendário previsto para a safra.










