O plantio da soja ganhou força em Mato Grosso do Sul e avançou aproximadamente um milhão de hectares em apenas uma semana. Segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), divulgado na terça-feira (27), a semeadura atingiu 52,6% da área prevista para a safra 2026/2027.
O percentual representa aproximadamente 2,56 milhões de hectares já cultivados. No levantamento anterior, referente a 16 de outubro, o Estado registrava 1,56 milhão de hectares semeados, equivalente a 32% da área estimada.
Em apenas sete dias, o avanço foi de 20,6 pontos percentuais.
A melhora das condições climáticas e a umidade adequada do solo favoreceram a entrada das máquinas nas lavouras, permitindo a retomada dos trabalhos depois de períodos de chuva intensa.
Região sul lidera o plantio
O desenvolvimento da semeadura apresenta diferenças entre as regiões de Mato Grosso do Sul.
A região sul lidera o levantamento, com 61,8% da área prevista já cultivada. Na região central, o índice está em 38,9%, enquanto o norte registra 37,8%.
O avanço em todas as regiões demonstra a recuperação do ritmo de plantio, embora as condições de solo e a distribuição das chuvas continuem influenciando os trabalhos.
Em municípios com forte atividade agrícola, como Maracaju, o desenvolvimento da safra possui impacto direto sobre a movimentação de máquinas, o transporte de insumos, a prestação de serviços e a economia local.
Entretanto, os percentuais divulgados são regionais e estaduais. Ainda não há, neste levantamento, um índice específico de área plantada em Maracaju que permita afirmar o andamento exato da semeadura no município.
Área maior não significa produção maior
Apesar do avanço do plantio, a Aprosoja-MS projeta uma colheita menor na comparação com a safra anterior.
Para o ciclo 2026/2027, a área destinada à soja deve alcançar 4,874 milhões de hectares, crescimento de 5,5%.
Por outro lado, a produção estimada é de 15,331 milhões de toneladas, redução de 8,4% em relação à safra 2025/2026.
A produtividade média projetada é de 52,4 sacas por hectare.
Essa diferença ocorre porque a ampliação da área cultivada não garante, necessariamente, aumento na quantidade colhida. As estimativas também consideram o rendimento esperado das lavouras, sujeito a mudanças conforme o clima e as condições de desenvolvimento das plantas.
Os números são projeções e poderão ser revisados ao longo do ciclo.
Pragas e doenças exigem atenção
O monitoramento técnico da Aprosoja-MS também identificou situações que exigem acompanhamento dos agricultores.
Na região norte e em partes da região central, foi observada incidência do cascudinho-da-soja.
Também foram registrados problemas com plantas daninhas, especialmente buva, além da presença de milho-tiguera, que nasce espontaneamente nas áreas cultivadas.
Na região sul-fronteira, técnicos identificaram ocorrências de doenças como mancha-olho-de-rã e mancha-alvo.
Esses fatores reforçam a importância do monitoramento das lavouras e da orientação agronômica durante o estabelecimento inicial da cultura.
Qual é a situação em Maracaju?
Por sua importância na produção agrícola de Mato Grosso do Sul, Maracaju acompanha diretamente os efeitos das condições climáticas sobre a safra.
O volume de chuva e a disponibilidade de períodos adequados para a entrada das máquinas podem influenciar o calendário das propriedades.
O Hoje Cidades buscará informações específicas com representantes do setor produtivo para verificar qual percentual da área de Maracaju já foi semeado e se houve atrasos, necessidade de replantio ou outras dificuldades decorrentes das chuvas.
O levantamento estadual indica aceleração expressiva do plantio, mas o resultado final da safra ainda dependerá do desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.











