
Os primeiros efeitos da terceira fase da Operação Oiketicus já surgiram e podem atingir diretamente a população de Maracaju que poderá perder nos próximos dias o comandante da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar – 2ª CIPM -, tenente-coronel PM Juracy Paes Pereira.
É que uma das medidas administrativas consequentes da operação foi a nomeação do atual comandante da 2ª CIPM, que está plenamente integrado à sociedade desde que aqui chegou, para acumular a função de comandante do 3º Batalhão da PM em Dourados, substituindo o tenente-coronel PM Carlos Silva, preso por policiais do Gaeco e já exonerado de suas funções pelo comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel PM Waldir Ribeiro Acosta.
Em contato com a reportagem do Maracaju Hoje, o comandante afirmou que não foi transferido, como inicialmente dava a entender a notícia de sua nomeação para comandar o 3º Batalhão da PM em Dourados. Ele apenas vai acumular a função até que um novo comandante seja nomeado para a segunda maior cidade do Estado.
Embora a população maracajuense tenha um carinho muito grande pelo seu comandante e torça pelo seu sucesso, há grande possibilidade de que ele seja efetivado no comando em Dourados e deixe a cidade que, com a vinda de um novo comandante, terá de passar por todo um processo de adaptação o qual, no caso do comandante Pereira, foi bastante tranquilo quando de sua chegada à cidade.
OUTRAS MEDIDAS – Dentre as demais medidas tomadas pelo comandante-geral da PM, coronel Waldir Acosta, está a exoneração de seis oficiais dos cargos de chefia que ocupavam. O sétimo oficial preso, o tenente-coronel Erivaldo José Duarte Alves, que comandou a PM em Sidrolândia até dezembro de 2019, já estava na reserva. Eles foram presos sob acusação de envolvimento com a máfia do contrabando de cigarro do Paraguai.
Os decretos assinados pelo comandante-geral da PM em Mato Grosso do Sul, Waldir Ribeiro Acosta, e pelo secretário estadual de Justiça e Segurança Pública Antônio Carlos Videira, foram publicados no Diário Oficial do Estado. Os substitutos também já foram definidos.
O coronel Kleber Haddad Lane, o major Luiz César de Souza Herculano e os tenentes-coronéis Carlos Silva, Josafá Pereira Dominoni, Erivaldo José Duarte Alves, Jidevaldo de Souza Lima e Wesley Freire de Araújo foram presos na terceira fase da Operação Oiketikus desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) com apoio da Corregedoria da PM.
Para o cargo de Kleber Haddad Lane na Superintendência de Assistência Socioeducativa da Sejusp, foi nomeada a servidora de carreira da pasta, Tatiana Rezende Nassar Cintra. O coronel tinha sido designado para o cargo no dia 18 de fevereiro deste ano.
O tenente-coronel Juracy Pereira da Paz foi designado para comandar o 3º Batalhão da PM em Dourados, substituindo Carlos Silva. Já o tenente-coronel José Carlos Rodrigues assume o comando da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar, na Vila Sobrinho, em Campo Grande, em substituição a Josafá Dominoni.
O tenente-coronel Rodrigo Alex Potrich foi designado para comandar o 12º BPM em Naviraí, cargo que era de Wesley Freire de Araújo até sexta-feira. O tenente-coronel Adriano Rodrigues de Oliveira assumiu o comando do 5º Batalhão, em Coxim, substituindo Luiz Herculano.
Para o lugar de Jidevaldo de Souza Lima no comando da 4ª Seção Estado-Maior foi designado o tenente-coronel Anderson Rezende Diniz, que até então o diretor de gestão do Presídio Militar. O tenente-coronel Adilson Alves de Macedo foi designado para substituir Anderson Diniz na direção do presídio.
O Gaeco não divulgou detalhes da terceira fase da Operação Oiketicus, que desde maio de 2018 investiga a ligação de policiais militares com as quadrilhas que dominam o contrabando de cigarro na fronteira.
Os sete oficiais presos preventivamente foram levados para o Presídio Militar, em Campo Grande.
Jota Menon – Maracaju Hoje









