Foi no ano de 1976 que Hélio da Rosa Machado ingressou no Poder Judiciário do Mato Grosso. O Fórum de Campo Grande funcionava na Rua 26 de agosto e ele começou a atuar como escrevente no cartório da 2ª Vara Criminal, onde, além das atividades do cartório, também auxiliava o escrivão em audiências na vara. A oportunidade surgiu na época porque uma das exigências para o cargo era ser um bom datilógrafo.
Com a criação de Mato Grosso do Sul, surgiu o 1º concurso do TJMS, em 1980, quando Hélio ingressou no cargo de Auxiliar Judiciário. Pouco tempo depois, prestou novo concurso para Técnico Judiciário e, como concursado, pode atuar na sede do Tribunal de Justiça, onde almejava.
Sua primeira lotação foi no setor financeiro. Ele confessa que ficou meio deslocado, matemática não era seu forte e toda sua experiência até então era com o Direito, faculdade aliás que cursou logo nos primeiros anos após ser aprovado no concurso.
Mas a passagem pelas finanças durou menos de um ano, quando ele conquistou uma vaga no Departamento Judiciário Criminal da Secretaria Judiciária, setor que permaneceu por muito tempo, galgando cargos de chefia até se tornar diretor do Dejucri.
Foi quando estava em substituição como Diretor da Secretaria Judiciária que foi surpreendido pelo convite do Desembargador Carlos Stephanini, recém-empossado, para trabalhar em sua assessoria. Hélio não o conhecia, mas o magistrado recebeu a indicação pelos colegas advogados que teciam elogios à sua conduta e atendimento à frente do Dejucri.
Ele aceitou o desafio e enfrentou uma demanda inicial de processos muito grande. Foram muitas horas trabalhadas até tarde da noite para zerar o relatório. Foram 15 anos no gabinete. Quando o Desembargador se aposentou, Hélio recebeu novo convite, dessa vez para trabalhar na Vice-Presidência do Tribunal de Justiça, onde cuidava da admissibilidade dos recursos extraordinários e especiais. Sempre no ritmo de trabalho de relatório zero, afirma.
Hélio conta ainda que sempre gostou do seu serviço e que todas as suas promoções são frutos da visualização do seu trabalho. Até mesmo o convite para lecionar em uma faculdade local. Sobre seu ritmo de trabalho, ele costuma definir que, quando era colocado em um novo desafio, resolvia primeiro a parte mais difícil.
Paralelamente à sua carreira no Tribunal, Hélio foi pioneiro na criação da Associação dos Servidores do Judiciário, que surgiu com o intuito de promover a integração social, por meio do lazer e esporte. A entidade se transformou, anos mais tarde, no Sindijus.
Em 2014 ele se aposentou, mas se mantém ativo como conselheiro representando os interesses dos servidores do Tribunal de Justiça no plano de saúde Unisaúde/MS. O contato com os colegas do Judiciário também ocorre nas partidas semanais de futebol dos veteranos do Sindijus e na resenha pós-jogo, onde ele se aventura como percussionista num cajón. Ainda como lazer, Hélio gosta muito de pescar com os amigos.
Autor da notícia: Secretaria de Comunicação










