Representantes da Rússia devem voltar a discutir um cessar-fogo com ucranianos, dando continuidade à quarta rodada de negociações
Um hospital foi distruído por bombardeio russo na cidade de Mariupol Foto: NATIONAL POLICE OF UKRAINE / REUTERS
O Globo com agências internacionais
KIEV – A Ucrânia planeja abrir nove “corredores humanitários” nesta terça-feira, para retirar civis de áreas sitiadas por forças russas, além de tentar entregar suprimentos humanitários para Mariupol, que está sob cerco, disse a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que está marcada a retomada da quarta rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, iniciada nesta segunda-feira e interrompida sob clima de otimismo. Apesar do encontro marcado, os bombardeios continuam causando prejuízos materiais e aumentando o drama humano no país.
Imagem de satélite mostra área residencial destruída por bombardeios em Mariupol, na Ucrânia Foto: MAXAR TECHNOLOGIES / via REUTERS
Vitaliy Koval, governador da região norte de Rivne, disse que o número de mortos em um ataque aéreo russo a uma torre de televisão em sua região, na segunda-feira, subiu para pelo menos 19.
Um assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que a guerra na Ucrânia está em uma encruzilhada que pode levar a um acordo nas negociações com a Rússia ou a uma nova ofensiva russa.
“Estamos em uma encruzilhada. Ou vamos concordar com as negociações atuais ou os russos farão uma segunda tentativa (de ofensiva) e então haverá negociações novamente”, disse o assessor Oleksiy Arestovych.
Território tomado
O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenov, disse, também nesta terça-feira, que as forças russas assumiram o controle total de todo o território na região de Kherson, no sul da Ucrânia, informaram agências de notícias russas.
As tropas de Putin derrubaram seis drones Bayraktar TB-2 nas últimas 24 horas, informou a agência de notícias Interfax, citando o ministério. A Reuters não pôde verificar os relatórios de forma independente.
Delegações estrangeiras
Os primeiros-ministros da República Tcheca, Polônia e Eslovênia viajam para Kiev, nesta terça-feira, para se encontrar com o presidente Zelensky, informou o gabinete do líder ucraniano.
Não foram dados mais detalhes sobre a visita planejada, que havia sido anunciada na terça-feira pelo primeiro-ministro tcheco Petr Fiala.
GUERRA NA UCRÂNIA GERA ONDA DE CRIANÇAS REFUGIADAS
Alexandra, 12, segura sua irmã Esyea, 6, que chora enquanto acena para sua mãe Irina, fogem de ônibus da Ucrânia Foto: ALEXANDROS AVRAMIDIS / REUTERSCriança faz sinal de coração com as mãos na janela de trem que parte de Lviv, na Ucrânia, em busca de refúgio Foto: YARA NARDI / REUTERSCrianças olham da janela de um trem de evacuação de Kiev para Lviv enquanto se despedem de seu pai na estação central de Kiev Foto: GLEB GARANICH / REUTERSCrianças brincam enquanto esperam ônibus com destino à Alemanha, para lar temporário Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFPUm homem e uma criança escapam da cidade de Irpin após bombardeios pesados na única saída, enquanto tropas russas avançam para a capital de Kiev Foto: CARLOS BARRIA / REUTERSRefugiados que saíram da Ucrânia em abrigo temporário próximo da fronteira com a Polônia Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFPRefugiados se aquecem em torno de uma fogueira do lado de fora da estação de trem de Lviv, oeste da Ucrânia Foto: DANIEL LEAL / AFPCriança senta-se em um ônibus depois de cruzar a fronteira ucraniana para a Polônia Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFPUma criança come um biscoito em lar temporário para refugiados na estação de trem, depois de fugir da invasão russa da Ucrânia, em Przemysl Foto: YARA NARDI / REUTERSFamílias tentam se aquecer com manta térmica em estação de trem da Ucrânia, na fronteira com a Polônia Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFPMulher atravessa ponte destruída ao fugir da cidade de Irpin, a noroeste de Kiev, com bebê no colo Foto: DIMITAR DILKOFF / AFPHomem carrega criança para fugir da cidade de Irpin, a oeste de Kiev Foto: ARIS MESSINIS / AFPCriança descansa em malas na fronteira ucraniana com a Polônia, em Medyka, na Polônia Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFP