A interdição de duas pontes da MS-040, em Santa Rita do Pardo, no interior de Mato Grosso do Sul, já dura cerca de duas semanas e começa a provocar impactos na economia local. As estruturas ficam nos quilômetros 205 e 223 da rodovia e, atualmente, permitem apenas a passagem de veículos leves.
A situação provocou protesto na sexta-feira (18), quando moradores, comerciantes, produtores rurais e motoristas de guincho bloquearam o acesso à cidade e à MS-040. Tratores e barreiras humanas foram utilizados durante a manifestação. Serviços essenciais e de emergência, como ambulâncias e transporte escolar, tiveram a passagem liberada.
Restrição atinge produtores rurais
O bloqueio para veículos pesados ocorre justamente durante um período importante para as atividades agrícola e pecuária.
Com o início da janela de plantio da safra, produtores da região enfrentam dificuldades para receber insumos como adubo e calcário, já que caminhões não conseguem atravessar as pontes.
Um produtor ouvido pela reportagem relatou que havia comprado uma carga de calcário, mas o caminhão não conseguia chegar até a propriedade. Segundo os relatos publicados pelo jornal, as pontes foram fechadas para veículos pesados por volta dos dias 8 ou 9 de setembro.
A restrição também afeta a pecuária. Sem a circulação dos caminhões boiadeiros, o transporte de gado para abate e comercialização fica suspenso no trecho afetado.
Além do setor rural, comerciantes e prestadores de serviços também sentem os efeitos da redução no fluxo de veículos pesados, incluindo empresas que trabalham com guinchos e fretes.
Concessionária diz que interdição é emergencial
A Caminhos da Celulose, responsável pela gestão do trecho, informou que o bloqueio nos dois pontos ocorre em caráter emergencial para a realização de obras de revitalização e manutenção estrutural das pontes.
Segundo a concessionária, a restrição ao tráfego de veículos pesados é necessária para preservar a segurança dos motoristas, demais usuários da rodovia e trabalhadores envolvidos nas obras.
Impacto para o agronegócio
A situação ocorre em um momento de movimentação do calendário agrícola e pecuário, aumentando a preocupação entre produtores que dependem do transporte rodoviário para receber insumos e escoar a produção.
Para o setor pecuário, a impossibilidade de circulação dos caminhões boiadeiros representa uma dificuldade adicional para propriedades que precisam transportar animais para comercialização e abate.












