Considerado um dos prefeitos mais bem avaliados pelos seus munícipes em todo o Mato Grosso do Sul, o prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja (MDB), terá pela frente uma tarefa que poderá ser para ele mais difícil do que o ato de administrar o município com eficiência que transformou o setor de saúde pública em referência para todo o interior do Estado e o constituiu num dos poucos executivos a liberarem o pagamento dos servidores públicos municipais ainda dentro do mês trabalhado.
Reeleito com uma das maiores votações proporcionais já obtida por um candidato à reeleição no pleito eleitoral de 2016 – mais que o dobro da votação de sua concorrente -, o grande desafio que Maurílio Azambuja terá pela frente será a costura do processo de unificação de seu partido, o MDB, de tal sorte que chegue a outubro de 2020 sem riscos de ver adversários políticos ou mesmo aventureiros sem compromissos com a seriedade administrativa assumindo o comando do município em 2021.
Ele precisará de muita desenvoltura ou jogo de cintura para evitar um confronto entre as lideranças que despontam no cenário e não escondem o desejo de verem o prefeito “passando a mão na cabeça”. Diante dos índices de aprovação obtidos pelo prefeito, ser o seu ungido é meio caminho andado para quem sonha administrar um dos mais portentosos municípios do Estado.
E, embora haja sempre que diga ser ainda muito cedo para o início do processo de busca dessa almejada unidade partidária, eis que falta mais de um ano para a realização das convenções municipais, o certo é que o tempo passa depressa e a legenda dispõe de três potenciais candidatos que não podem chegar a julho do ano que em clima de disputa interna.
Neste espaço tempo que separa o presente do momento da escolha do candidato emedebista é necessário se chegar a um consenso para que a convenção não passe de um mero instrumento homologatório, evitando as rupturas e as sequelas de uma disputa entre dois ou mais postulantes.
Claro que entre o momento atual e as convenções partidárias poderão surgir novos nomes na legenda, mesmo porque quem se filiar ao partido até o próximo mês de outubro chegará ao próximo ano apto a disputar o pleito eleitoral. Porém, hoje o MDB dispõe de três nomes polarizando a disputa pela condição de candidato à sucessão do prefeito Maurílio Azambuja.
HÉLIO ALBARELLO – Mais longevo dos políticos em atividade no município, vereador Hélio Albarello surgiu para a vida pública no longínquo ano de 1982, quando se elegeu pela primeira vez para integrar a Câmara Municipal de Maracaju. De lá para cá só ficou fora do poder no quadriênio 2009/2012, porque foi derrotado naquele pleito como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo atual prefeito Maurílio.
Ao todo já são oito mandatos de vereador, o primeiro deles com seis anos de duração. Ao final de 2020 serão 34 anos na Câmara Municipal, nada menos do que 12 deles no exercício da Presidência do Poder Legislativo (ele está exercendo o mandato de presidente da Câmara pela sexta vez, a terceira consecutiva na atualidade).
Depois de administrar a Câmara Municipal por todo esse período, Hélio Albarello se sente preparado comandar o Executivo Municipal. Porém, não vai entrando em qualquer aventura. Só entra na disputa da sucessão municipal se contar com o apoio imprescindível do prefeito Maurílio, tido, atualmente, como o mais forte cabo eleitoral maracajuense.
LENILSO CARVALHO – Debutante no mundo político, o secretário municipal de Finanças, Planejamento e Administração Lenilso Carvalho não esconde o desejo de ter a oportunidade ver os eleitores maracajuense fazendo uma avaliação, através do voto, do trabalho que executou à frente da pasta encarregada da economia municipal.
Sob o comando de Lenilso, a saúde financeira do município é das melhores, fato que permite à administração municipal, além de oferecer serviços públicos de excelência em áreas prioritárias como a saúde pública e a educação, realizar obras de infraestrutura, como pavimentação asfáltica e recuperação das vias urbanas com recursos exclusivamente dos cofres municipais.
A confiança do cidadão maracajuense na administração municipal pode ser medida pelo índice de recebimento de tributos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU. Mais de 80% da população paga em dia seus impostos, permitindo que a municipalidade, entre outras ações, realize programas como o “IPTU Premiado” que este ano vai sortear uma casa mobiliada entre os contribuintes que pagam seus impostos à vista. Também serão sorteadas sete motocicletas 0 km, sendo quatro delas entre os contribuintes que pagam impostos à vista e três entre os que parcelam o IPTU e pagam as parcelas em dia.
FREDERICO FELLINI – Com a política correndo no sangue tanto pelo lado do pai quanto pelo lado da mãe, o secretário municipal de Governo, Frederico Fellini, é o terceiro nome de que dispõe o MDB para tentar manter-se no poder a partir de 1º de janeiro de 2021.
Filho dos empresários Euclides Fellini e de Anita Rigo Fellini, proprietários do Hotel Poty, Frederico é sobrinho do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Sidrolândia, Enelvo Fellini, por parte de pai, e do ex-deputado estadual e ex-vice-governador de Mato Grosso do Sul, Ary Rigo, por parte de mãe. Seu pai, mais conhecido na cidade como Bigode, foi vereador no município no período de 1989 a 1992.
Também debutando na lide política viu seu nome crescer como potencial candidato à sucessão do prefeito Maurílio Azambuja graças ao desprendimento com que trafega nos gabinetes palacianos em Brasília. Com desenvoltura, Frederico tem passado os fins de ano na Capital Federal e sempre voltado com bons projetos a serem implementados no município com recursos de emendas dos deputados federais e senadores da República.
Dentre os vários projetos concretizados com seu trabalho em Brasília, está a Festa Gastronômica Serra de Maracaju que este ano terá a sua terceira edição.
Hélio Albarello, Lenilso Carvalho ou Frederico Fellini? Quem será o candidato à sucessão de Maurílio Azambuja?
Jota Menon










