Proposta partiu de advogado que defende Miirelis Zerpa, mulher de Glaidson Acácio, da GAS Consultoria

Glaidson e Mirelis: ele está preso, e ela, foragida Foto: Reprodução
Ciro Chagas disse ao GLOBO que já informou sobre a intenção de Mirelis Zerpa à juíza Rosália Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, onde tramita a ação contra o casal e seus sócios. Uma das hipóteses estudadas é a homologação de um acordo de leniência, no qual a GAS também assumiria as obrigações fiscais sobre as operações.
Mirelis, que está foragida desde 25 de agosto, durante a Operação Kriptos, foi apontada junto com o marido, o “Faraó dos Bitcons”, como responsável por um esquema que afetou 67 mil clientes — os investigadores estimam que o número pode chegar a 200 mil — e arrecadou pelo menos R$ 38 bilhões. Porém, até o momento, as autoridades só conseguiram apreender cerca de R$ 200 milhões.
Do restante, a investigação apurou que Mirelis, já foragida, conseguiu sacar R$ 1 bilhão em bitcoins após as prisões. Uma das linhas das investigações em andamento pretende entender o papel da mulher de Glaidson, venezuelana, no esquema. Já se sabe que era ela quem coordenava os trades da empresa.
Como provavelmente se encontra nos Estados Unidos, para onde viajou antes da operação, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a sua extradição. Seu nome consta na difusão vermelha da Interpol para extradição. Porém, como dificilmente o governo americano atende a esse tipo de pedido, a esperança dos investigadores é de que ela seja expulsa dos EUA.









