Distribuidoras são investigadas por divergência de preço de combustíveis

Empresas são acusadas de praticarem valores diferentes em cidades distintas de MS

Imagem Ilustrativa da Internet
Após diversas fiscalizações sobre os postos de combustíveis na Capital, a Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) está investigando distribuidoras, de Mato Grosso do Sul, sobre a conduta dessas empresas quanto à prática de preços diferenciados, em regiões distintas do Estado, depois do anúncio de reajuste da Petrobras sobre os custos da gasolina e do diesel em todo o país.
De acordo com o superintendente da entidade fiscalizadora, Marcelo Salomão, o processo está em andamento para verificar possíveis irregularidades por parte dessas fornecedoras.
“Nós estamos investigando por que o produto de um estabelecimento da Capital é comprado por um preço junto às distribuidoras, e o mesmo combustível no interior, sem insumo de transporte, de frete, tem outro preço. Qual a diferença entre o combustível que é comercializado em Campo Grande e o que é comercializado no interior. A gente quer entender isso”, afirmou.
Nesta semana, a Procon chegou a realizar reunião com algumas autoridades e representantes do setor em virtude da constatação de divergência dos preços praticados com estabelecimentos da Capital e do interior.  De acordo com o órgão, a discrepância entre as localidades chega a ser de quase 9%.
A superintendente em exercício da Procon-MS, Patrícia Mara da Silva, também ressalta que é preciso saber o porquê da ocorrência dessas diferenças em MS. “As distribuidoras vendem o litro da gasolina aos postos da Capital a R$ 6,09, e aos postos do interior a R$ 6,60, mesmo se fornecerem o frete.”
“Assim, faz o preço médio do litro da gasolina no interior ser de R$ 7,54. Queremos que as distribuidoras se expliquem a respeito da razão dessa diferença”, disse Silva.
Segundo Marcelo Salomão, não foram encontradas fraudes nas atividades desempenhadas pelas distribuidoras no Estado. No entanto, os trabalhos de apuração da Procon devem apontar as possíveis causas para a prática divergente de preços em MS.
Preço máximo encontrado
No município de Tacuru, já é constatada uma realidade que contrasta com a da Capital. O custo do litro da gasolina comum na cidade já registra a cifra de R$ 7,09, um valor 9,41% mais caro que o preço médio do mesmo combustível adquirido em Campo Grande, e maior que o encontrado em MS, de R$ 7,08, segundo pesquisa feita pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), nesta semana. Conforme relatado pela Procon-MS, ainda será definida uma data para que um novo encontro, previsto para o dia 31 de janeiro, seja realizado junto às distribuidoras. O objetivo da reunião é o de obter esclarecimentos dessas empresas sobre a variação de preços entre as localidades. A intenção é de que as fornecedoras também apresentem um plano que solucione o problema atual.

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