Célia Haniu faz “1.000 tsurus pela recuperação do jornalista Jota Menon”

A família Haniu realizou uma homenagem emocionante ao jornalista Jota Menon na tarde da última segunda-feira, 22. Por volta das 14h00, o oftalmologista Hélio Haniu chegou à Rádio Cidade em companhia de sua esposa Célia e de seu filho Érick para acompanhar a entrega de uma cortina confeccionada por Célia a partir de 1.000 origamis em formato de tsuru, pássaro japonês que, segundo lenda nipônica, pode viver até mil anos.

Essa mesma lenda diz que se uma pessoa fizer 1.000 tsurus, usando a técnica do origami – arte secular de dobrar o papel -, com o pensamento voltado para um desejo, ele {o desejo} poderá se realizar. Célia Haniu confeccionou a cortina com 1.000 tsurus com o pensamento voltado no pronto restabelecimento da saúde do jornalista Jota Menon, editor do jornal “Maracaju Hoje” que passará por uma delicada cirurgia na próxima terça-feira, 29 de maio.

Célia Haniu ao entregar a cortina de tsurus ao jornalista Jota Menon contou que recentemente o jornalista esteve em sua residência para fazer uma matéria sobre judô com Hélio Haniu e seus filhos. “Nesse dia, o meu marido comentou que achou o Jota Menon meio triste, abatido. Logo depois, veio a notícia de que havia sido detectada a doença, motivo pelo que resolvei fazer os 1.000 tsurus com o pensamento no pleno restabelecimento do nosso amigo jornalista” relatou.

Ao receber a cortina, o jornalista Jota Menon afirmou não ter palavras para agradecer o gesto de carinho da família Haniu. “Só posso dizer que estou profundamente feliz e ainda mais confiante de que a cirurgia para extração do tumor que surgiu em minha garganta, entre a laringe e a faringe, será um enorme sucesso e muito breve estarei de volta ao convívio das famílias maravilhosas de Maracaju, entre elas a Família Haniu” afirmou.

A HISTÓRIA DE SADAKO – Depois da destruição de Hiroshima em 1945, muitas doenças surgiram entre os sobreviventes. Uma das vítimas, Sadako Sassaki, com dois anos no dia da explosão, começou a sentir os efeitos da Bomba Atômica aos 12 anos; seu diagnóstico: Leucemia.

Quando Sadako estava no hospital, um amigo trouxe-lhe alguns papéis coloridos e dobrou um pássaro (tsuru). Disse que esse pássaro é sagrado no Japão, vive mil anos e tem o poder de conceder desejos. Se uma pessoa dobrar mil tsurus e fizer seu pedido a cada um deles, seu pedido será atendido.

Sadako começou então a dobrar tsurus e pedir para sarar, porém sua enfermidade se agravava a cada dia. Sadako então desejou pedir pela Paz Mundial. Sadako dobrou 964 tsurus até 25/10/1955, quando morreu.

Seus amigos dobraram os tsurus restantes a tempo para seu enterro. Mas eles queriam mais: desejaram pedir por todas as crianças que estavam morrendo em consequência da explosão da Bomba Atômica. Então formaram um clube e começaram a pedir dinheiro para um monumento.

Estudantes de mais de 3.000 escolas no Japão e de nove outros países contribuíram e, em 5 de maio de 1958, o Monumento da Paz das Crianças foi inaugurado no parque da Paz de Hiroshima. Todos os anos no Dia da Paz (06/08) pessoas do mundo inteiro enviam tsurus de papel para o Parque.

Fabrício Souza