Cantor Genival Lacerda morre aos 89 anos vítima de Covid-19

Artista estava internado desde o dia 30 de novembro em um hospital do Recife, cidade em que morava

Genival Lacerda era um medalhão do forró e lançou mais de 50 discos em toda sua carreira Foto: Jair Bertolucci / Divulgação

O Globo

Morreu nesta quinta-feira (7), aos 89 anos, o cantor e compositor paraibano Genival Lacerda, autor de grandes hits do forró, como “Severina xique xique”, “Radinho de pilha” e “De quem é esse jegue?”. Com Covid-19, ele estava internado desde o dia 30 de novembro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no Recife, cidade onde morava.

— Essa onda de forró pegou bem, pois já está chegando ao Sul. Sou o mais velho representante deste ritmo, mas não encosto o carro, não.

Jackson do Pandeiro

Naquele ano, Genival havia lançado o álbum “Tributo a Jackson do Pandeiro”. A homenagem não demonstrava apenas admiração artística, mas tinha ligação familiar: o Rei do Ritmo havia sido seu concunhado.

Foi Jackson do Pandeiro que sugeriu a Genival, aliás, que deixasse Pernambuco na década de 1960 e rumasse ao Rio, onde obteria maior sucesso comercial.

— Conheci muito cedo Jackson. Sua irmã, Severina Gomes, era casada com meu irmão, José Lacerda, e formava com ele a dupla Café com Leite. Quando vim para o Rio, em 1964, foi um grande amigo que me acolheu — contou Genival.

Na Cidade Maravilhosa, o cantor e acordeonista tocou em diversas casas de forró na noite. A previsão de Jackson do Pandeiro se provaria correta em 1975, quando o verso “Ele tá de olho é na butique dela”, de “Severina xique xique”, conquistou o Brasil. A canção, feita em parceria com João Gonçalves, abria o LP “Aqui tem catimberê”, que vendeu mais de 800 mil cópias.