CÂNCER: Para enfrentar câncer resistente a quimioterapia, idosa faz ‘vaquinha’ para pagar tratamento que custa R$ 36 mil por mês

Com 65 anos, Marilene da Silva Gonçalves luta contra um tipo de câncer raro que avança de maneira rápida e agressiva. Para custear o tratamento, familiares recorreram a uma vaquinha virtual.

Câncer provoca lesões na perna da idosa. — Foto: Reprodução/RedesSociais
A idosa Marilene da Silva Gonçalves, 65 anos, foi diagnosticada com um tipo de câncer de pele raro e agressivo, chamado de Carcinoma de Células de Merkel, que atingiu a perna e a virilha dela. Para custear o tratamento, que terá um valor de R$ 36 mil por mês, a família de Marilene recorreu a uma vaquinha virtual.
Para a sobrinha de Marilene, Isabela Neres, é difícil imaginar perder a idosa. “‘Eu não sei viver em um mundo onde ela não existe”, afirma a jovem. Ela e toda a família estão em um caminho tortuoso, mas repleto de fé, para levantar o valor do único medicamento que pode retardar o avanço do Carcinoma de Células de Merkel.

“Ela está com câncer e é um câncer raro em que a quimioterapia comum não funciona. É um tratamento novo. Estimamos que o valor do tratamento seja de R$ 36 mil por mês. O câncer dela é como se fosse dois em um, ele é muito raro e agressivo, se espalha rápido demais e não tem outro tratamento a não ser esse para ela”, explica Isabela.

O tratamento indicado para Marilene é a imunoterapia, por meio da medicação Avelumabe, liberada neste ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para casos de carcinoma. Ele já era utilizado em outros tipos de câncer.

Porém, como o medicamento não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a família precisou entrar com uma ação pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul para tentar adquirir as doses necessárias para o tratamento. Enquanto a ação não anda, o jeito foi abrir uma campanha na internet no valor de R$ 39 mil, para ao menos iniciar o tratamento.

“A gente não tem condições de pagar tudo isso. Demos a entrada no pedido e estamos aguardando. Mas como o câncer é muito agressivo e está aumentando, se espalhando, estamos fazendo o possível e o que dá para começar o tratamento. Agora, o ministério público vai entrar em recesso e não sabemos quando teremos uma resposta. Estamos fazendo de tudo para ajudar minha tia”, pontua Isabela.

Cuidados

A filha de dona Marilene, Janaina Silva Gonçalves é quem cuida dela de perto e relata que os dias têm sido difíceis. A mãe está fraca, desmaiou na quarta-feira (15) e com os cuidados redobrados, a filha não tem conseguido trabalhar. “São dias de luta, tem sido bem difícil, mas não podemos perder a fé. Deus tem um propósito para todas as coisas e eu creio no milagre”, acredita Janaina.

A família sobrevive com o valor de uma aposentadoria do marido de Marilene, além dos lucros de uma pequena mercearia aberta na frente da casa da família.

“Ela tem uma alimentação restrita também, tentamos dar o mais natural possível para ajudar e tudo custa muito dinheiro. Meu tio só recebe um salário mínimo e como a Jane não está podendo trabalhar, porque ela que ajuda e sempre ajudou em casa, está ainda mais difícil a situação. Estamos fazendo isso para iniciar o tratamento o mais rápido possível, porque o médico disse que é urgente”, frisa Isabela.

Cirurgia

O câncer de Marilene começou como um melanoma e foi retirado por meio de uma cirurgia. “Ela fez a cirurgia na perna e retirou esse primeiro câncer. Passou um tempo, ela continuou fazendo um tratamento, descobriu que o câncer tinha subido e estava chegando na virilha. Onde estão aquelas bolhas, ela fez cirurgia naquele local, retirou o tumor e até um pedaço da musculatura, tanto que a perna dela está sempre muito inchada, nunca mais voltou ao normal”, esclarece Isabela.

Após a cirurgia, Marilene ainda fez radioterapia, que também não conseguiu conter o avanço da doença. “Agora está chegando ao fígado, onde ele está crescendo”, ressalta.

Como ajudar

As contribuições podem ser feitas por meio deste site ou no Pix no número 67 99225-1357, no nome da filha de Marilene, Janaina Gonçalves.

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