A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei nº 354/2023, que propõe a sistematização de dados sobre a violência contra mulheres no Estado.

A matéria, de autoria da deputada estadual Mara Caseiro (PL), foi analisada durante a sessão de quarta-feira (28) e segue para a etapa de redação final.

A proposta busca melhorar a coleta, a organização e a análise das informações produzidas por diferentes órgãos públicos sobre episódios de violência contra mulheres.

O objetivo é permitir que o poder público identifique padrões, regiões com maior concentração de ocorrências e grupos em situação de maior vulnerabilidade.

Como funcionaria a integração dos dados?

A proposta prevê a articulação de informações produzidas por setores como segurança pública, saúde, assistência social, Justiça e educação.

Atualmente, registros relacionados à violência podem estar distribuídos entre diferentes instituições, dificultando uma análise conjunta.

A sistematização pretende contribuir para a compreensão do problema e oferecer subsídios para decisões administrativas.

Entre as possibilidades estão a identificação de regiões que necessitam de reforço na rede de atendimento e o planejamento de medidas preventivas.

Informações poderão orientar políticas públicas

Segundo a justificativa apresentada pela autora, o acesso a informações organizadas é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento à violência.

A deputada Mara Caseiro defende que a integração dos registros permitirá compreender melhor como os episódios ocorrem e quais medidas podem ser adotadas para combatê-los.

O projeto também contempla a participação de diferentes instituições e setores da sociedade na produção e análise das informações.

A proposta não substitui investigações policiais nem os serviços de acolhimento e proteção às vítimas. Seu foco está na organização de dados para subsidiar ações públicas.

Projeto ainda não virou lei

Apesar da aprovação em segunda votação, o texto ainda precisa passar pela redação final no plenário da Assembleia Legislativa.

Depois dessa etapa, seguirá o procedimento legislativo aplicável, incluindo a análise pelo Poder Executivo.

Portanto, a proposta ainda não representa a implementação de um novo sistema estadual de dados.

Possíveis reflexos para municípios como Maracaju

Caso a proposta seja transformada em lei e implementada, os dados poderão ajudar a compreender melhor a distribuição territorial dos registros de violência contra mulheres.

Isso poderá contribuir para o planejamento de ações de prevenção e atendimento também nos municípios do interior.

No entanto, ainda será necessário verificar como ocorrerá a integração das informações municipais, quais indicadores serão disponibilizados e de que forma os dados pessoais das vítimas serão protegidos.