Sob o título: “Duas grandes empresas, duas grandes empresárias e processo de sucessão empresarial”, a página da Assema de Maracaju, na internet, entrevistou a jovem empresária Dafne da Veiga Ribas.
Dafne falou do desafio de fazer a transição de uma emissora tradicional, como a Rádio Cidade 830 AM, para os moldes atuais, especialmente sob o aspecto empresarial, e gerenciar também as mudanças estruturais e de equipe, com a chegada da Cidade 104,3 FM. Tudo isso dentro da dinâmica de uma gestão compartilhada e as novas perspectivas que se apresentam, ao lado de Dona Mirian da Veiga, com quem tudo começou.

A entrevista
ASSEMA – Foi difícil para você sair totalmente da sua área de formação que é a Nutrição e vir para Maracaju para comandar junto com sua mãe essas duas grandes empresas?
DAFNE – Sim, foi complicado. Não somente pelo fato de mudar de cidade, porque eu morava em Campo Grande – e foi muito bom, pois, expandiu meus conhecimentos e isso agregou ainda mais para colocar em prática aqui -, mas, também, – e a principal – pela mudança de profissão. Sou formada em Nutrição e trabalhei muito tempo em órgão público e isso contribuiu como tudo. Acho que todo o aprendizado e experiência contribuem para o nosso crescer.
ASSEMA – Sempre há um choque quando as empresas passam pelo processo de sucessão. O novo e o antigo sempre diferem e resistem criando muitas vezes barreiras. Como foi fazer dar certo?
DAFNE – Estou assumindo uma fase de transição da própria empresa, não só em questão administrativa, mas também com a chegada da FM e do site. Tudo está faz com que as empresas se se modernizem e isso foi uma mudança que não dependia nem de mim, nem da dona Miriam. É uma mudança das empresas para não ficarem paradas no tempo.

ASSEMA – O que foi mais difícil para você?
DAFNE – Me colocar à frente da equipe e fazer os colaboradores entenderem o novo processo de administração. Minha mãe sempre administrou com um olhar muito de mãe e eu sou um pouco mais administrativa, minha visão é mais simplificada e da minha mãe é uma visão muito família e esse choque foi um pouco mais trabalhoso no início, porque, afinal, a equipe precisa trabalhar em conjunto.
ASSEMA – Qual é o segredo para não ser deixado para trás e competir com grandes empresas?
DAFNE – É não parar no tempo. Somos seres em constante evolução e temos que estar abertos às mudanças. Não podemos bloquear o que está vindo, temos que evoluir sempre e a equipe precisa entender essas mudanças também. Aquele que não muda, não desenvolve, não busca o novo, acaba não indo para frente e vai minando sua própria carreira.
ASSEMA – Mulheres líderes estão mais em busca de respeito ou reconhecimento?
DAFNE – As duas coisas, o reconhecimento acaba atraindo o respeito e vice e versa. Eu acredito que a pessoa está aonde ela se coloca.
ASSEMA – Para você o que uma equipe precisa?
DAFNE – Precisa de união e comunicação, somos empresas de comunicação que muitas vezes não nos comunicamos. A equipe precisa entender que ninguém está competindo com ninguém, que todos têm seu lugar e que um precisa do outro para, em conjunto, chegar a um resultado brilhante.
ASSEMA – Qual a mensagem que você deixa para as mulheres que querem se tornar líderes?
DAFNE -Você está onde você se coloca. Quando você assume essa responsabilidade de fazer o melhor para as outras pessoas e para si mesmo, é onde você quer se colocar.
A gente pensa demais e não age e isso deixa as coisas atravancadas e não flui. Então pare de pensar e coloque em pratica esse seu sonho, quando você der o primeiro passo o universo se encarrega de te colocar no rumo certo.
Narcizo Corpes – Assema Maracaju.










