Quatro dos 18 deputados estaduais que participaram da sessão solene de promulgação do primeiro conjunto de leis do Estado, em 13 de junho de 1979, estavam presentes também na promulgação da atual Constituição, em 5 de outubro de 1989

Paola Loureiro
Tudo bem que a primeira Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul, que completou 40 anos neste ano de 2019, teve duração efêmera. Foram apenas 10 anos, três meses e 13 dias de vigência até ser substituída pela atual Constituição. Mas, como seriam os primeiros passos do então recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul se não fossem os esforços daqueles 18 deputados estaduais eleitos em 15 de novembro de 1978 e empossados em 1º de janeiro de 1979?

Formado por maioria jovem e por mais da metade completamente inexperiente na seara da legislação constitucional, o grupo representava, à época, 12 dos 44 municípios do novo Estado, sendo que, dos 18 deputados estaduais constituintes, 14 eram sul-mato-grossenses natos e quatro deles eram naturais de outros estados brasileiros.
O Mato Grosso do Sul foi criado por uma espécie de decreto presidencial. A Lei Complementar número 31, de 11 de outubro de 1977, assinada pelo então presidente general Ernesto Geisel, dividiu o Mato Grosso em dois e a parte sul formou o Estado de Mato Grosso do Sul, respeitando os limites históricos estabelecidos na Revolução de 1932 quando o Sul se separou do Norte e se criou o Estado de Maracaju com capital em Campo Grande e tendo Vespasiano Martins como “presidente”.
Tal qual a primeira Constituição Estadual, o Estado de Maracaju teve duração efêmera e o sonho da independência só viria a se concretizar naquele histórico Dia de Ano Novo de 1979, quando o “Grupo dos 18” realizou a sessão solene de instalação da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul e, sob a presidência inicial do médico Rudel Espíndola Trindade, por ser o mais velho entre os deputados (tinha 53 anos), procedeu-se a votação da Resolução 01/1979 que regulamentou a instalação e o funcionamento da Assembleia Estadual Constituinte e criou normas para a eleição da Mesa Diretora.

Com as primeiras regras legislativas definidas pelos deputados estaduais constituintes, foram realizadas a votação secreta e a apuração dos votos para a escolha da Mesa Diretora da Casa. Rudel Trindade presidiu a eleição que definiu Londres Machado como presidente da Assembleia Estadual Constituinte.
Ele teve 17 votos; um foi em branco. Os demais cargos da Mesa foram ocupados por Horácio Cersózimo, 1º secretário, depois nomeado Conselheiro do Tribunal de Contas e substituído por Waldomiro Gonçalves no cargo; Getúlio Gideão, 2º secretário; Jesus Gaeta, 1º vice-presidente e Walter Carneiro, 2º vice-presidente.

O primeiro ato da Mesa Diretora foi dar posse ao governador nomeado pelo presidente da República, o engenheiro civil gaúcho, Harry Amorim da Costa.
Quatro dias depois da posse solene, no dia 4 de janeiro de 1979, o deputado Londres Machado assinou o Ato 01/1979, que instituiu a Comissão Constitucional composta por Ary Rigo, Paulo Saldanha, Ramez Tebet, Rudel Trindade, Zenóbio dos Santos, Cecílio de Jesus Gaeta e Odilon Nacasato, como titulares, e Alberto Cubel, Oswaldo Dutra, Valdomiro Gonçalves, Walter Carneiro, Getúlio Gideão e Sérgio Cruz como suplentes.
Nessa mesma data tinha início o trabalho de elaboração da primeira Constituição de Mato Grosso do Sul, cujo relator geral foi o deputado Ramez Tebet.
Exatos 160 dias após a assinatura do Ato 01/1979, o Estado de Mato Grosso do Sul, até então ainda regido pela Constituição do Estado de Mato Grosso, ganhou seu primeiro conjunto de normas jurídicas, a sua primeira Constituição Estadual, que regeria o jovem Estado até o dia 5 de outubro de 1989 quando foi promulgada a atual Constituição Estadual vigente, cuja Assembleia Estadual Constituinte, eleita em 1986, curiosamente, também foi presidida por Londres Machado.
Além de Londres, três deputados constituintes de 1979 participaram da elaboração da Constituição em vigor: o atual deputado Onevan José de Matos e os ex-deputados Ary Rigo e Walter Benedito Carneiro.
A promulgação da primeira Constituição de Mato Grosso do Sul aconteceu no momento em que o Estado vivia, também, a sua primeira grande crise institucional. Era 13 de junho de 1979 e o novo Estado já estava acéfalo, pois, um dia antes, o então presidente general João Baptista Figueiredo havia exonerado o governador empossado em 1º de janeiro, Harry Amorim Costa.
A Sessão Solene em que Londres Machado, ante a inexistência de governador, promulgou a Constituição Estadual, aconteceu no Teatro Glauce Rocha e, entre outras autoridades, estavam presentes todos os deputados constituintes, o então presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Leão Neto do Carmo, o arcebispo metropolitano de Campo Grande, Dom Antônio Barbosa, o comandante da 9ª Região Militar, general Hélio João Gomes Fernandes, o governador de Mato Grosso, Frederico Campos e secretários de Estado.
A Constituição foi publicada no Diário Oficial do mesmo dia (edição 113, do ano 01). Com a promulgação, a Assembleia Constituinte se dissolveu e se tornou Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, conforme previsto no artigo 5º da Lei Complementar 31/1977, e as autoridades locais já se valeram de dispositivo constitucional para empossar Londres Machado como governador provisório, conforme previa a recém-promulgada Legislação, pois, como não havia vice-governador para os governadores nomeados, o presidente da Assembleia Legislativa acumulava a função. Londres ficou no Governo até 29 de junho, quando o general Figueiredo nomeou o ex-prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda Soares, para o posto de governador.

SESSÃO SOLENE – Ao longo dos seus 40 anos de existência, mais de 5.000 projetos foram lidos, discutidos e aprovados no Plenário das Deliberações da Assembleia Legislativa e se tornaram leis que regem a vida de quase 3.000.000 de sul-mato-grossenses.
Isso só foi possível graças ao primeiro ordenamento jurídico elaborado pelos 18 deputados estaduais constituintes de Mato Grosso do Sul, motivo pelo que a atual |Mesa Diretora da Casa, presidida pelo deputado Paulo Corrêa, promoveu uma sessão solene no último dia 24 de junho para marcar efetiva e oficialmente a passagem do 40º aniversário de promulgação da primeira Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul, datada de 13 de junho de 1979.
Homenagens aos deputados constituintes que elaboraram a 1ª Constituição do Estado pontuaram as celebrações dessa história que caminha entrelaçada com a criação do Estado e permanecerá na memória dos que aqui vivem, reconhecendo a importante atuação do Poder Legislativo nas mais diversas áreas há quatro décadas em prol dos sul-mato-grossenses.
A narrativa sobre o dia 13 de junho de 1979, data da promulgação da 1ª constituição estadual, foi eternizada na solenidade realizada, no Plenário Júlio Maia. Um documentário produzido pela TV Assembleia contou a história da Casa de Leis. Também foram lançados na ocasião o selo personalizado e o carimbo comemorativo alusivos aos 40 anos de instalação do Parlamento Sul-mato-grossense e promulgação da 1ª Constituição do Estado. A nova programação da TV Assembleia também foi apresentada com um vídeo contendo os programas elaborados, escritos e editados pela equipe de Comunicação da Casa de Leis.
O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), presidente da Casa de Leis e proponente da solenidade, reiterou a importância do trabalho executado pelos deputados constituintes no final da década de 70. “É um dever de justiça e merecido reconhecimento homenagear aqueles que, com espírito cívico e inspiração cidadã, escreveram a primeira Constituição do Estado. Não há honra maior para o homem público do que escrever a Certidão de Nascimento de seu Estado. O futuro que vocês consagraram na Carta-Mãe é agora o presente em que vivem”, ressaltou.

HOMENAGEADOS – Receberam as honrarias e fizeram a obliteração do selo comemorativo os deputados constituintes Alberto Cubel, Ary Rigo, Cecílio Gaeta, Getúlio Gideão, Londres Machado, Odilon Nacasato, Onevan de Matos, Osvaldo Dutra, Paulo Saldanha, Roberto Orro, Sérgio Cruz, Sultan Rasslan e Walter Carneiro. Os deputados já falecidos também receberam in memoriam por meio de seus representantes. São eles: Horácio Cerzósimo, Ramez Tebet, Rudel Trindade, Valdomiro Gonçalves e Zenóbio dos Santos.
OBLITERAÇÃO – A primeira obliteração foi feita pelo deputado e presidente da Casa de Leis, Paulo Corrêa, seguida pelos deputados Herculano Borges (Solidariedade), Neno Razuk (PTB), Pedro Kemp (PT), Antônio Vaz (PRB), o vice-governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Murilo Zauith (DEM), desembargador Paschoal Carmello Leandro, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), defensor público geral do Estado, Fábio Rogério Rombi da Silva, e o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cléo Mazzotti.
Para o presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, a história dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo se aliam. “O Estado ainda jovem mistura a história dos três Poderes e também se alinha com a trajetória das pessoas. Estamos hoje reunidos para prestar uma justa homenagem, já que tudo aconteceu no mesmo ato de instalação do Estado, onde foi também criado o Poder Judiciário. Precisamos lembrar que o que se aprova aqui reverbera nos outros poderes”, destacou.

Walter Carneiro, deputado constituinte homenageado, agradeceu a honraria recebida e contou um pouco da história da elaboração da Carta Magna. “Um prazer enorme voltar à tribuna. Lembro que os trabalhos naquela época eram feitos com muita dificuldade, alguns de nós viajamos por outras Assembleias Legislativas para nos orientar em como redigir a primeira Constituição. O resultado foram 191 artigos, nenhum contestado nos Tribunais Superiores, um trabalho diuturno feito por homens dos mais distintos lugares do Estado para elaborar uma Constituição que atendesse as mais diversas necessidades. Outro fato interessante é que ela teve que ser promulgada, pois Londres Machado era o presidente da Assembleia Legislativa e governador ao mesmo tempo”, registrou.

O deputado estadual Onevan de Matos (PSDB), que exerce seu nono mandato e também foi deputado constituinte, falou da emoção ao comemorar os 40 anos da Assembleia Legislativa. “Meu sentimento é um misto de orgulho e responsabilidade. Saúdo a todos os homenageados e lembro que para elaborar a Carta Magna os desafios foram inúmeros, pois operar o funcionamento de uma nova unidade da federação e assegurar os direitos da população sul-mato-grossense eram nossas responsabilidades. Com toda precariedade, telefone quase inexistente, poucas rodovias asfaltadas, cumprimos da melhor forma possível essa missão. Sempre que sou entrevistado menciono que uma das principais conquistas para as novas gerações foi a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), que, por iniciativa do deputado Walter Carneiro, foi assegurada na 1ª Constituição Estadual. A primeira lei estadual também foi originada em um projeto de minha autoria. Parabéns a Assembleia Legislativa e ao Estado de Mato Grosso do Sul”, reiterou.
Também participaram da cerimônia os deputados Cabo Almi (PT), Barbosinha (DEM), João Henrique (PL), Coronel David e Capitão Contar, do PSL, Lidio Lopes (PATRI), Jamilson Name (PDT), Evander Vendramini (PP), Felipe Orro (PSDB), Gerson Claro (PP) e Professor Rinaldo (PSDB), familiares e demais autoridades.
OS DEPUTADOS CONSTITUINTES – Dos 18 deputados estaduais constituintes, eleitos em 1978, apenas dois deles continuam na vida política ativa, ou seja, são detentores de mandatos: os deputados estaduais Londres Machado (PSD) e Onevan José de Matos.
Dos 16 demais, cinco já faleceram (Ramez Tebet, Zenóbio dos Santos, Horácio Cerzósimo de Souza; Valdomiro Alves Gonçalves e Rudel Espíndola Trindade); dois são servidores efetivos da Assembleia Legislativa (Osvaldo Ferreira Dutra e Walter Benedito Carneiro) e oito se “aposentaram” da vida pública (Alberto Cubel Brull, Ary Rigo, Cecílio de Jesus Gaeta, Getúlio Gideão Bauermeister, Odilon Massahitsi Nakasato, Roberto Moaccar Orro, Sérgio Manoel da Cruz e Sultan Rasslan).
Três deputados estaduais, depois de ajudarem a escrever a primeira Constituição Estadual, foram nomeados conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (Paulo Roberto Capiberibe Saldanha, Horácio Cerzósimo de Souza e Rudel Espíndola Trindade).
A seguir, publicamos um breve currículo de cada um dos deputados estaduais constituintes de 1979, destacando a cidade de origem (base eleitoral), número de votos obtidos e partido pelo qual foi eleito.
ALBERTO CÚBEL BRULL – Médico pediatra, Alberto Cubel Brull foi eleito deputado estadual constituinte pela Arena, com 6.617 votos. Foi um dos representantes de Campo Grande na Constituinte. Depois da elaboração da Carta Magna Estadual, afastou-se da ALEMS para assumir o cargo de secretário de estado de Saúde, cedendo a vaga temporariamente ao suplente Eduardo Contar Filho. Natural da Cidade Morena vive na Capital do Estado até os dias atuais, onde presta serviços médicos pediátricos à APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.
ARY RIGO – Natural de Passo Fundo (RS), o jovem engenheiro agrônomo se elegeu deputado estadual constituinte pela Arena com 5.836 votos, representando a cidade de Maracaju, onde presidia uma cooperativa. Em 1990 se tornaria vice-governador, eleito junto com o ex-governador Pedro Pedrossian. Também presidiu a Assembleia Legislativa e foi secretário de estado da Casa Civil. Atualmente exerce atividades na área do agronegócio na cidade de Maracaju.
CECÍLIO DE JESUS GAETA – Natural de Corumbá, Cecílio de Jesus Gaeta foi um dos deputados estaduais mais polêmicos de Mato Grosso do Sul. Começou sua carreira como vereador por Corumbá e se elegeu deputado estadual constituinte em 1978 pelo MDB com o total de 9.584 votos. Foi membro da Comissão Constitucional e 1º vice-presidente da Mesa Diretora da Assembleia Constituinte. Reelegeu-se deputado estadual em 1982, mas no decorrer do mandato se desentendeu com o então governador Wilson Barbosa Martins (também do PMDB) e não obteve legenda para concorrer à reeleição. A última notícia que se tem dele é que, aos 82 anos de idade, estaria vivendo em um sítio no município de Colíder, no vizinho Mato Grosso.
GETÚLIO GIDEÃO BAUERMEISTER – Natural de Porto União (SC), Getúlio Gideão Bauermeister foi eleito deputado estadual constituinte pelo MDB de Nova Andradina com um total de 9.514 votos. Com a instituição do pluripartidarismo, deixou o MDB (que virou PMDB) e se filiou ao PDS, sucedâneo da Arena. Posteriormente foi prefeito no município de Nova Andradina. Atualmente exerce a profissão de psicólogo e ministra palestras em vários pontos do país.
HORÁCIO CERZÓSIMO DE SOUZA – Natural de Ponta Porã, Horácio Cerzósimo de Souza era formado em Direito e, entre outros, fundou o jornal “Gazeta do Sul”, de Dourados, por onde foi eleito deputado estadual pelo Mato Grosso uno (1975/1978) e, depois, deputado estadual constituinte, com 7.109 votos pela Arena. Ele exerceu o cargo de deputado estadual até o março de 1980, uma vez que foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, tendo tomado posse no dia 28 de março daquele ano. Ele foi presidente da Corte nos biênios 1985/1986 e 1993/1994. Foi substituído na Assembleia Legislativa pelo suplente Arthur Jorge Ferreira do Amaral. Faleceu em 6 de outubro de 2011.
LONDRES MACHADO – É o mais longevo dos políticos mato-grossenses e sul-mato-grossenses em atividade. Londres Machado nasceu em Rio Brilhante em 3 de fevereiro de 1942 e ingressou na política ainda muito jovem, tanto que em 1970, aos 28 anos de idade, já era deputado estadual pelo Mato Grosso uno, cargo para o qual foi reeleito em 1974. Em 1978 se elegeu deputado estadual constituinte, pela Arena, com 10.266 representando a cidade de Fátima do Sul. Presidiu a Assembleia Estadual Constituinte. Reelegeu-se consecutivamente até 2006. Depois presidiu a Assembleia Legislativa em mais cinco sessões legislativas. Ao final do 10º mandato consecutivo, em 2010, anunciou uma aposentadoria que levaria sua filha Grazielle Machado a cumprir dois mandatos no Parlamento Estadual (2011/2014-2015/2018). No ano passado retorna à lide política e se elege para cumprir o 11º mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
ODILON MASSAHITSI NACASATO – Eleito pelo MDB com 6.469 votos, Odilon Massahitsi Nacasato foi o representante que a fortíssima colônia nipônica que habita Campo Grande mandou para a Assembleia Estadual Constituinte em 1978. Integrou a Comissão que elaborou as primeiras regras constitucionais do Estado. Professor e ligado à área de Comunicação Social, Odilon, contudo, migrou do MDB para o PDS, sucedâneo da Arena, e acabou se tornando um parlamentar de mandato único.
ONEVAN JOSÉ DE MATOS – Advogado, Onevan José de Matos é natural da cidade de Frutal (MG). Iniciou a carreira política com dois mandatos de vereador na década de 1970 na cidade de Jales, interior de São Paulo. Logo que chegou a Naviraí, no Sul de Mato Grosso, para advogar, integrou-se rapidamente à comunidade e liderou a campanha pela Divisão, tornando-se bastante conhecido na região. Elegeu-se deputado estadual constituinte pelo MDB com 8.897 votos. Reelegeu-se deputado estadual e depois prefeito de Naviraí. Retorna à Assembleia Legislativa na década de 1990 onde permanece até os dias atuais como deputado estadual. Ele e Londres Machado são os únicos remanescentes do Grupo dos 18 que escreveu a Constituição Estadual de 1979.
OSVALDO FERREIRA DUTRA – O Dr. Osvaldo Dutra, como é carinhosamente chamado por quem o conhece, é natural de Três Lagoas e médico por formação acadêmica. Foi eleito deputado estadual constituinte pela Arena, representando sua cidade natal, com um total de 7.569 votos. Exerceu apenas o mandato que lhe deu o status de deputado estadual constituinte. Atualmente é médico dos parlamentares na Assembleia Legislativa, onde é servidor efetivo.
PAULO ROBERTO CAPIBERIBE SALDANHA – Natural de Ponta Porã, iniciou a carreira política ainda no antigo Mato Grosso uno por onde foi eleito deputado estadual em 1974. Na legislatura 1977/1978 presidiu a Assembleia Legislativa Mato-grossense e em 1978 elegeu-se, pela Arena, deputado estadual constituinte pela cidade de Ponta Porã com o total de 11.571 votos. Em março de 1980 foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul sendo empossado no dia 28 de março daquele ano. Presidiu a Corte de Contas em três ocasiões. Aposentou-se em 20 de janeiro de 2012. É advogado aposentado e vive em Ponta Porã. Foi substituído na Assembleia Legislativa pelo suplente Manfredo Alves Corrêa.
RAMEZ TEBET – Natural de Três Lagoas, onde foi prefeito nomeado, elegeu-se deputado estadual constituinte pela Arena, com 14.442, obtendo a condição de mais votado entre os 18 parlamentares. Foi o relator da Assembleia Estadual Constituinte. Em agosto de 1979 assumiu por curto período a Secretaria de Estado de Justiça, no governo Marcelo Miranda, sendo substituído na ALEMS pelo 1º suplente Arthur Jorge Ferreira do Amaral. Em 1982, elegeu-se vice-governador junto com Wilson Barbosa Martins (ambos no PMDB, hoje MDB). Em 15 de março de 1986, assumiu o Governo do Estado com a renúncia de Wilson para concorrer ao Senado. Foi superintendente da Sudeco – Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste. Eleito senador da República em 1994, presidiu o Senado entre 2002 e 2003, sendo que foi ele quem deu posse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. Foi ministro da Integração Nacional no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. Reeleito em 2002, morreu em 17 de novembro de 2006 sendo substituído pelo seu suplente Valter Pereira de Oliveira.
ROBERTO MOACCAR ORRO – Natural de Aquidauana é advogado. Foi um dos fundadores do MDB, elegeu-se o vereador mais votado por Aquidauana em 1976 e, em 1978 foi eleito deputado estadual constituinte do recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul, ocasião em que obteve 6.184 votos pelo MDB. Na Assembleia cumpriu quatro mandatos, tendo presidido o Parlamento no biênio 1994/1995. Aposentou-se da política em 2006, ao final do quarto mandato parlamentar. Aos 81 anos de idade, vive em Aquidauana, sua cidade natal.
RUDEL ESPÍNDOLA TRINDADE – Natural de Aquidauana, por onde foi eleito deputado estadual constituinte em 1978, com o total de 6.610 votos, pela Arena, era formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro. Foi prefeito municipal de Aquidauana em duas ocasiões, de 1968 a 1970 e de 1973 a 1977. Em 14 de agosto de 1982 tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas, tendo presidido a Corte no biênio 1987/1988. Sua vaga na Assembleia Legislativa foi ocupada em definitivo pelo suplente Eduardo Contar Filho. Faleceu em Aquidauana no dia 28 de junho de 1996.
SÉRGIO MANOEL DA CRUZ – O pernambucano da cidade de Salgueiro, Sérgio Manoel da Cruz foi um dos políticos mais polêmicos da história de Mato Groso do Sul. Começou a carreira política ainda pelo Mato Grosso uno ao se eleger deputado estadual para a legislatura 1975/1978. Ao fim do mandato e com a criação de Mato Grosso do Sul, elege-se deputado estadual constituinte pelo MDB com 9.095 votos. Em 1982, elege-se o deputado federal mais votado do Estado. Foi candidato prefeito de Campo Grande nas eleições de 1976 (MDB) e 1985 (PDT). Atualmente, o “Pau na Mula”, como é mais conhecido, continua a exercer as profissões de radialista, jornalista e escritor. Tem programa radiofônico diário em emissora da Capital do Estado.
SULTAN RASSLAN – Formando em História pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Sultan Rasslan era apontado, dentre os deputados estaduais constituintes, como um dos parlamentares de futuro mais promissor. Porém, convocado a disputar a Prefeitura de Dourados, em 1982, pelo PMDB, ao invés de concorrer à reeleição, acabou derrotado e encerrando prematuramente sua carreira política. Para a Assembleia Estadual Constituinte elaborada em 1979 ele foi eleito pelo MDB, representando Dourados, com um total de 8.469 votos. Atualmente vive na cidade de Dourados.
VALDOMIRO ALVES GONÇALVES – Natural de Cassilândia, o advogado Valdomiro Alves Gonçalves tem uma das histórias políticas mais ricas dentre os 18 homens que escreveram a primeira Constituição Estadual. Começou a carreira política ainda no frescor dos 30 anos, disputando a eleição de 1966 como candidato a deputado estadual pelo Mato Grosso uno. Ficou como primeiro suplente por uma diferença de apenas sete votos. Exerceu o mandato por quatro meses em substituição ao deputado campo-grandense Luiz Gonzaga Del Neto. Foi reeleito em 1970, sendo presidente da Assembleia de Mato Grosso no biênio 1973/1974. Em 1974 elegeu-se deputado federal com 23.077 votos. Ele foi o primeiro em quase tudo em Cassilândia: primeiro cassilandense a atingir o grau de bacharel, primeiro deputado estadual e primeiro deputado federal eleito pelo município. Em 1978 foi eleito deputado estadual constituinte pela Arena com 9.427 votos. Substituiu Horácio Cerzósimo na primeira-secretaria da Mesa na 1ª Sessão Legislativa da 1ª Legislatura e presidiu a Mesa na Sessão Legislativa (1981/1983) subsequente. Faleceu em Campo Grande no dia 5 de abril de 2016 aos 84 anos de idade.
WALTER BENEDITO CARNEIRO – Natural de Cuiabá (MT), o médico veterinário Walter Benedito Carneiro foi eleito deputado estadual constituinte pela Arena, representando o município de Dourados, com o total de 6.238 votos. Reeleito em 1982, presidiu a Assembleia Legislativa em sua terceira Sessão Legislativa no biênio 1983/1984. Atualmente é servidor efetivo da Assembleia Legislativa.
ZENÓBIO NEVES DOS SANTOS – Natural da cidade de Amambai, por onde foi eleito deputado estadual constituinte em 1978, pela Arena, com um total de 6.199, Zenóbio Neves dos Santos foi 1º secretário da Mesa Diretora na gestão de Valdomiro Alves Gonçalves (1981/1983). Foi reeleito em 1982 para exercer o segundo mandato. Faleceu em Campo Grande no dia 12 de abril de 2011 aos 63 anos de idade. (Com informações do Wikipédia, a Biblioteca Livre da Internet, Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, TV Morena, G1-MS e Revista Impacto MS).










