Vetos de Bolsonaro implicam investimentos em rodovias no Pantanal e acesso à Rota Bioceânica em MS

Também foram retirados R$ 122 milhões das rodovias Sul-Fronteira

Trecho da rodovia BR-419 já recuperado pela União - Divulgação
Os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao Orçamento de 2022 vão impactar investimentos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Mato Grosso do Sul, especialmente no acesso à Rota Bioceânica.
Conforme a sanção do chefe do Executivo, foi vetada a construção do trecho da BR-419, no entroncamento com a BR-163, em Rio Verde de Mato Grosso, e entroncamento com a BR-262, em Aquidauana, no valor de R$ 1 milhão.
Ao todo, a União já destinou R$ 180 milhões para investimentos em toda a BR-419. O objetivo é melhorar acesso à malha rodoviária, oportunizando a conexão dessas localidades à dinâmica produtiva regional, sem desconsiderar as peculiaridades de estar inserido, em parte, na planície pantaneira.
Outro veto implica a adequação do trecho da BR-267, entre Bataguassu e Porto Murtinho, principal destino da Rota Bioceânica, na ordem de R$ 1 milhão. A BR-267 atravessa Mato Grosso do Sul no sentido Leste-Oeste, desde a divisa com São Paulo, em Bataguassu, até Porto Murtinho, por mais de 670 quilômetros.
Conforme já noticiado, o Projeto Sul-Fronteira de Mato Grosso do Sul perdeu R$ 122 milhões em investimentos, após veto do presidente. O projeto tem o objetivo de pavimentar rodovias que margeiam a fronteira com o Paraguai, de Ponta Porã a Mundo Novo. A pavimentação pode ajudar a melhorar a economia das cidades fronteiriças, entre elas Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Mundo Novo, Paranhos e Sete Quedas.

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