Veto à grama sintética no Nacional afeta plano do Palmeiras para sua arena

Aprovada pelo Conselho técnico dos clubes, a proibição do gramado artificial para o Brasileiro-2018 afetou os planos do Palmeiras para o Allianz Parque. Havia um estudo dentro da agremiação alviverde para colocar partes de grama artificial para melhorar o campo em seu estádio. Por isso, a diretoria votou contra a medida.

Mais, ainda não está claro se clubes que têm um percentual menor de grama sintética em seus estádios como Corinthians e Grêmio poderão mantê-las com a fórmula atual. A CBF vai estabelecer regras mais detalhadas no futuro, embora a tendência é seja de que continue a ser permitido.

”Pessoal acha que gramado sintético prejudica algumas equipes. Nós não concordamos porque jogamos lá (no campo do Atlétio-PR) e vimos que não era uma sintética comum”, contou o vice-presidente alviverde, Genaro Marino.

Ele informou que o Palmeiras estava estudando o uso da grama sintética no Allianz Parque justamente porque melhoraria a qualidade do campo, e tornaria mais fácil a manutenção. O time sofreu com problemas no campo em 2016. Isso por conta de dois empecilhos: a realização de shows no Allianz e o fato de partes do gramado que não pegam sol.

Há inclusive uma questão técnica sobre o veto à grama artificial que terá de ser esclarecida pela CBF no futuro. A princípio, proibiu-se só os gramados totalmente artificiais. Mas há vários híbridos como o da Arena Corinthians e da Arena Grêmio, que têm grama artificial trançada na natural que fica por cima. Isso fortalece a grama e a sua qualidade.

O diretor de competições da CBF, Manoel Flores, ainda não soube dizer se esse tipo de combinação estará vetada. ”Isso tudo depende de uma análise mais aprofundada. A análise que estamos fazendo no projeto gramado vai definir como estão as questões do gramado hoje”, contou ele ”A partir daí, a gente vai entender como a gente estabelece isso.”

O regulamento do Brasileiro-2017 terá um dispositivo transitório em que afirma que a grama artificial é proibida para 2018, com um período de transição neste ano. A sugestão do veto foi do presidente do Vasco, Eurico Miranda, mas o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, pediu uma carência para o Atlético-PR. Por isso em 2017, os outros times terão direito a treinar um dia na Arena da Baixada.

Fonte:UOL Esporte/Rodrigo Mattos