Três são presos por aglomeração e polícia acompanha exames para Covid-19

Três pessoas foram presas em Brasilândia após serem flagradas em uma festa, contrariando assim, a recomendação das autoridades sanitárias de não fazer aglomerações por causa da Covid-19, e desobediência ao toque de recolher.

De acordo com o Campo Grande News, a polícia agora acompanha a coleta de amostra para detecção do Coronavírus em paciente que se recusou a fazer o teste espontaneamente. As informações são do prefeito do município, doutor Antônio Pádua (MDB).

Pádua comentou que a cidade está com dois casos confirmados e outros 18 suspeitos.

Nesta quarta-feira (6/5), data em que ocorreu o trio foi preso, também foram enviados para Campo Grande os exames de cinco pessoas que estavam em aglomeração anterior, na última sexta-feira (1º/5).

A aglomeração da sexta-feira ocorreu na casa de uma idosa de 70 anos. Ela foi visitada por parentes que se reuniram no feriado para comer uma sopa paraguaia, bolo de milho e queijo.

Dias depois os testes mostraram o resultado deste encontro. A idosa foi diagnosticada com a Covid-19 e está internada no hospital do município. O genro dela é o segundo caso confirmado da doença. O homem de 57 anos está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em Três Lagoas.

A filha tentou se recusar a fazer o teste, mas acabou aceitando a recomendação da Saúde do município após a Polícia Civil ter sido acionada.

O resultado do exame dela e de outras pessoas que estavam na casa deve sair esta semana.

Ainda conforme o site, em relação a aglomeração que começou na noite de ontem (5/5), e só terminou na manhã desta quarta-feira, o prefeito do município lamentou o fato e enfatizou a importância da polícia para conter as aglomerações.

“A impressão que tenho é essa. Infelizmente estão sentindo na pele. O que estava apenas nas cidades vizinhas chegou na nossa porta”, lamentou.

O isolamento social é a única medida, até o momento, para conter o avanço do Coronavírus. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) recomenda 70% de isolamento em cada município, mas a média de Mato Grosso do Sul nunca chegou a este índice.

Da redação