Primeiros talhões do safrinha, colhidos em fazenda de Maracaju, atingem 125 sacas por hectare

Produtor Leonardo de Souza Sarmento, da Fazenda Ponto Alto _ Paola Loureiro

 

 

Jota Menon

Os primeiros talhões de milho safrinha colhidos na Fazenda Capão Alto, no município de Maracaju, atinge a marca de 125 sacas por hectare, produtividade considerada bem acima da média esperada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul – Aprosoja/MS – que é de 85 sacas por hectare.

O fato foi constatado pela reportagem do “MH” na manhã da segunda-feira, na propriedade do produtor rural Leonardo de Souza Sarmento, que acompanhava o trabalho de colheita em área localizada à margem esquerda da BR-267 (sentido Maracaju/Guia Lopes da Laguna) a cerca de 10 km da sede administrativa do município.

Leonardo informou que iniciou a colheita no final do mês passado e só deve terminar o processo de retirada do grão do campo na segunda quinzena de agosto, uma vez que o plantio foi feito em várias etapas e com híbridos de diferentes estágios, alguns mais precoces e outros de ciclos mais longos.

    Colheitadeiras trabalham a todo vapor na colheita do milho safrinha _ Paola Loureiro

O produtor rural se mostra satisfeito com o rendimento da sua lavoura e acredita que ao final da colheita dos 1.100 hectares cultivados com o cereal possa atingir uma média de produtividade em torno de 100 sacas por hectare. “No primeiro talhão, que foi a área que cultivamos logo depois do fim do vazio sanitário, colhemos até 126 sacas por hectare. Agora estamos colhendo 1020, 115 sacas e, por isso, acredito que no final do processo de colheita possamos atingir 100 sacas na média” diz.

Durante a conversa com a reportagem do “MH”, Leonardo contou que fechou contratos futuros de pelo menos 40% da safra ao preço de R$ 17,00. O excedente, ele espera comercializar nesse valor ou um pouco mais, já que o preço do milho começa a dar sinais de reação.

Porém, com a quase certeza de uma média de 100 sacas por hectare cultivado, ele está otimista, pois, o custo da produção gira em torno de 70 sacas por hectare, se levado em conta a comercialização a preço médio de R$ 15,00. “Vai dar seguramente para pagar as despesas da safra e sobrar uma parcela de lucratividade” relata.

Quanto à questão do armazenamento, o milhocultor diz que não terá grandes dificuldades, já que dispõe de armazém próprio com capacidade de estocagem suficiente para atender suas necessidades. “Vamos retirar uma parcela de soja que ainda está armazenada e o excedente do milho (a parte não comercializada no mercado futuro) ocupará o espaço a ser a partir do embarque da soja da safra passada” explica.

PREÇOS – O início da semana trouxe expectativas de melhores preços para os produtores de soja e de milho de Maracaju e da região.

Depois de um longo período estagnados os preços de ambas as commodities deram sinais de reação e na tarde de segunda-feira, a soja fechou cotada a R$ 59,00 no entreposto da Coamo de Maracaju. Já o milho, que passou mais de duas semana com a cotação na casa dos R$ 13 reagiu e fechou a segunda-feira a R$ 14,30 com viés de alta.