Prefeitura avalia viabilidade de concessão de terras para empresas na Capital

Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) analisou hoje a viabilidade da concessão de terras para instalação de empresas em Campo Grande, que somam investimentos de R$ 76 milhões e devem gerar 452 novos empregos.

Primeiro encontro do ano das 13 entidades que compõem o conselho foi realizado na sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb). Ato também serviu para a posse de novos integrantes e contou com a participação do prefeito Marcos Trad (PSD).

Foram analisadas 17 cartas consultas de empresas que buscam incentivos oferecidos pelo município por meio do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes).

Cabe a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia (Sedesc) o recolhimento dos documentos necessários aos interessados na instalação dos empreendimentos.

Depois, entre as funções do Codecon está votação de pedidos de concessão de terras para indústrias, conforme regras da Lei Municipal 29/1999, do Prodes, que organiza doação de áreas dos polos industriais urbanos.

Presidente do Conselho, secretário Luiz Fernando Buainain, disse que os dois polos industriais, oeste e norte, somam 186 áreas.

“No pólo oeste, por exemplo, dos 143 lotes, 112 já passaram pelo processo de doação, porém, 58 dessas áreas não receberam qualquer investimento. Estamos contatando cada empresário para saber do interesse em retomarem seus projetos. Caso não haja sequência, a prefeitura pretende encontrar meios legais para retomar esses lotes e assim abrir novas oportunidades”, explicou Buainain.

Votação ocorre em sessão ordinária marcada para o dia 13 de março e, se aprovados pelo Codecon, processos seguem para a Câmara Municipal, que aprova ou não a concessão dos incentivos por parte do Executivo municipal.

Secretário disse que prioridade da administração municipal é dar incentivos para empresas já instaladas na cidade, com objetivo de fomentar os negócios e garantir as permanência das mesmas, o que é considerado importante para a economia local.

“Paralelamente, faremos um estudo da cadeia produtiva para identificar as lacunas e, com isso, atrair novas indústrias, de acordo com as necessidades identificadas a partir deste levantamento”, afirmou o presidente.

Fonte: Correio do Estado/Glaucea Vaccari