Para Dirceu, sojicultor precisa de ciclos de uma semana de sol, seguido de chuva, para colher soja e plantar o “safrinha”

Engenheiro agrônomo Dirceu Luiz Broch, diretor da Ms Integração _ Jota Menon

 

As intensas chuvas ocorridas nos últimos 20 dias provocaram duas situações: a soja cresceu demais, ou seja, as plantas estão mais altas, mais acabadas e do baixeiro destas plantas caíram folhas. A segunda situação é que esta realidade implica mais dificuldade para o produtor fazer as aplicações necessárias para o controle de doenças, especialmente a ferrugem. As informações são do engenheiro agrônomo Dirceu Luiz Broch, sócio-proprietário e diretor da MS Integração, empresa maracajuense de assessoria técnica para a agricultura e a pecuária.

Segundo Dirceu, no município existem várias fazendas que estão com pressão de ferrugem embaixo, além de que o excesso de chuva pode interferir no peso dos grãos. “Se o céu ficar muito tempo nublado, pode faltar luz para a realização da fotossíntese, o que implica em grãos mais leves”. Para Dirceu o ciclo da soja na atual safra deve se alongar por mais uns dez dias, exatamente pela falta de luz e temperaturas mais baixas.

O engenheiro esclareceu que os produtores rurais precisam, agora, de um período de oito a dez dias de sol para fazer as aplicações para o controle de percevejos e da ferrugem da soja e também para que tenha bastante luz para que se efetive o processo de fotossíntese e enchimento dos grãos da oleaginosa.

Prevendo o início da colheita dos primeiros talhões na chegada do mês de fevereiro, Dirceu diz que o produtor dependerá de ciclos de oito a 10 dias de sol, seguidos de chuvas de média intensidade. “Como em fevereiro vai começar a colheita, seria interessante que ocorresse uma chuva uma vez por semana, a cada dez dias, seguida de chuvas. Assim, com período de cinco, seis dias de sol por semana, pode-se colher a atual safra e plantar o milho safrinha” avaliou.