Milho esboça tímida reação na manhã desta 6ª feira na Bolsa de Chicago após quedas recentes

Na manhã desta sexta-feira (24), as principais posições do cereal testavam leves ganhos entre 0,75 e 1,00 pontos

Depois das quedas mais intensas, os futuros do milho voltaram a testar o campo positivo na Bolsa de Chicago (CBOT). Na manhã desta sexta-feira (24), as principais posições do cereal testavam leves ganhos entre 0,75 e 1,00 pontos. O contrato março/17 era cotado a US$ 3,66 por bushel, enquanto o maio/17 era negociado a US$ 3,73 por bushel. Já o julho/17 trabalhava a US$ 3,80 por bushel.

Ainda nesta quinta-feira, os preços futuros da commodity foram pressionados pelas primeiras estimativas do Outlook Fórum, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A perspectiva é que a área plantada com o cereal nesta temporada fique próxima de 36,42 milhões de hectares, o número ficou acima da queda esperada pelos investidores. Além disso, os dados sobre a produção de etanol indicando um aumento nos estoques também pressionaram as cotações.

“Mesmo assim, o mercado provavelmente precisava ver uma queda maior para realmente obter um impulso de confiança”, disse Madeleine Donlan no Commonwealth Bank of Australia, em entrevista ao Agrimoney.com.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Com dados da safra dos EUA e produção de etanol, milho recua mais de 5 pts nesta 5ª feira na CBOT

Após dois dias de ligeiras altas, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta quinta-feira (23) do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal acumularam quedas de mais de 5 pontos. O vencimento março/17 era cotado a US$ 3,65 por bushel, enquanto o maio/17 era negociado a US$ 3,72 por bushel. Já o julho/17 finalizou o dia a US$ 3,79 por bushel.

De acordo com dados das agências internacionais, o mercado foi pressionado pelas novas estimativas para a safra americana trazidas pelo Outlook Fórum 2017, realizado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A perspectiva é que sejam semeados 36,42 milhões de hectares com o cereal nesta temporada, contra os 38,04 milhões de hectares da safra passada.

“O mercado já está negociando mais hectares de soja e menos de milho e trigo”, disse Benson Quinn Commodities. “Alguns comerciantes acreditam que as plantações de soja acabarão maiores do que as de milho”, destacou Terry Reilly, no Futures International.

Em contrapartida, os investidores ainda avaliam a relação entre México e Estados Unidos. “Nós admitimos que alguns produtores dos EUA estão preocupados com uma guerra comercial entre os dois países, e podem decidir plantar mais soja em vez de milho”, reforça Reilly.

Além disso, o site internacional Agrimoney.com destacou que os dados sobre a produção de etanol nos EUA também acabou pesando sobre os preços. “Os estoques subiram 169 mil barris, apesar da queda da produção, de 6 mil barris diários, para 1,03 milhão de barris”, divulgou o portal.

Mercado brasileiro

Na contramão desse cenário, a quinta-feira foi de ligeira movimentação aos preços do milho no mercado doméstico. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o valor subiu 11,11% em Sorriso (MT) e a saca fechou o dia a R$ 20,00.

Por outro lado, em Ponta Grossa (PR), o valor caiu 3,57%, com a saca a R$ 27,00. Na região de Assis (SP), o preço também recuou, em torno de 3,45%, com a saca a R$ 28,00. Já no Porto de Paranaguá, o valor futuro, caiu para R$ 29,50 a saca, com perda de 3,28%.

Os analistas reforçam que a perspectiva é de preços mais baixos para a cultura do cereal diante da projeção de recomposição da oferta. Para a safrinha, a estimativa é que sejam colhidas 58,59 milhões de toneladas do cereal nesta temporada.

Enquanto isso, na BM&F Bovespa, os preços encerraram o dia em terreno misto. As primeiras posições subiram entre 0,32% e 1,49%. Já as posições mais longas acumularam desvalorizações entre 0,70% e 0,84%. O março/17 era cotado a R$ 34,78 a saca e o maio/17 a R$ 31,10 a saca. O setembro/17 finalizou o dia a R$ 29,62 a saca.

Além da influência de Chicago, as cotações também acompanham o comportamento do dólar. A moeda norte-americana fechou o dia com queda de 0,46% e negociada a R$ 3,0565 na venda, menor patamar de fechamento desde 21 de maior de 2015.

Conforme dados da Reuters, “o câmbio recuou após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, não endossar apostas de aumento de juros em breve e em meio ao ambiente de taxas mais baixas no Brasil que alimentavam avaliações mais positivas sobre a economia”.

Fonte: Portal do Agronegócio