MARÇO: MÊS DA MULHER – “Não podemos parar. Temos de lutar, lutar e lutar” diz Jaqueline Sontag Frederico

Jota Menon

 

“A luta continua, porque, na verdade, ainda há muito por conquistar. Conquistamos o direito de votar e ser votada; o direito de trabalhar fora. Muitas coisas vieram graças às lutas que vêm se desenrolando ao longo do tempo. Porém, há ainda distorções que precisam ser corrigidas e isto ainda demandará algum tempo”. Este é o pensamento da empresária Jaqueline Sontag Frederico, sócia-proprietária da loja Casa Esporte, em Maracaju, sobre as conquistas das mulheres brasileiras.

Ela cita que dada à importância que a mulher adquiriu no contexto socioeconômico mundial chegou-se a criar no passado um ditado que acabou bastante difundido, aquele que afirma que “atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher”. Hoje, porém, no ver de Jaqueline, até o ditado mudou: “O correto, na atualidade, é afirmar que ao lado de um grande homem haverá sempre uma grande mulher”.

Jaque, como é carinhosamente tratada nos meios familiares, sociais e empresariais diz que há ainda muito o que conquistar, mas alerta que as mulheres não devem ser afoitas e tentar conquistar tudo de uma vez. “Tudo tem seu tempo e sua hora e aquilo que ainda não conquistamos, certamente, virá com o tempo”.

Tomando a si própria como exemplo, Jaqueline diz que, como empresária, obteve alguns avanços dignos de serem citados. No caso da loja Casa Esporte, por exemplo, ela conta que quando foi inaugurada era exclusivamente masculina, voltada para “produtos dos homens”. Mas, aos poucos, os artigos femininos foram conquistando espaços e hoje a loja atende aos dois gêneros sem qualquer distinção.

Sobre ser mulher, Jaque diz que não é uma tarefa fácil. “Temos jornada tripla, todos sabem. Os salários para funções iguais não são os mesmos. Há, ainda, as agressões, a violência feminina, embora tenhamos a grande conquista que foi a Lei da Maria da Penha que é uma espécie de direito de não apanhar do marido, pois, até então, os maridos machistas tinham o direito de espancar as mulheres sem serem atingidos pela lei” relata.

Sobre a receita para conquistar os espaços que ainda não foram atingidos, Jaqueline é curta e objetivo: “Não podemos parar. Temos de lutar, lutar e lutar”.