MARÇO: MÊS DA MULHER – “Mulheres que atingem seus objetivos de luta se tornam exemplo a ser seguido” diz Cléris Dalla’gnol

Empresária Cléris Motta Dalla'gnol - Foto: Jota Menon

Jota Menon

 

“A luta da mulher pelas conquistas de seus direitos não é uma tarefa fácil. É uma luta árdua. Difícil. Mas, nós temos visto muitas mulheres que conseguem atingir seus objetivos e se tornam exemplos para que outras possam perseguir seus ideais de igualdade” afirma a empresária Cléris Motta Dalla’gnol, sócia-proprietária da Dallag’nol Presentes, ao ser questionada como analisa a luta das mulheres pela busca de igualdade em relação aos homens em todos os setores da vida ativa.

Para Cléris, as mulheres são lutadoras por natureza e é por essa condição inata que têm obtido êxito em muitas de suas pautas de luta.

A empresária que também é esposa e mãe diz que o dia-a-dia da mulher brasileira é um constante fazer acontecer. “A mulher só consegue conciliar todos os seus afazeres porque tem bastante jogo de cintura. Não tivesse essa facilidade de transigir, mesmo quando em busca de direitos e deveres iguais, ela não conseguiria se desdobrar, como se desdobra, e fazer um apanhado de coisas ao mesmo tempo”.

Cléris lembra que há 30, 40 anos a mulher era vista simplesmente como dona de casa. “Era tudo bem diferente. Maridos se sentiam no direito de proibir suas mulheres de trabalharem. Com o tempo, a mulher passou ganhar espaços e se inserir no contexto social. Hoje vemos a mulher em postos de comando na política, na economia, na educação, enfim, em todos os setores da vida ativa a mulher está presente e eu acredito sinceramente que vamos avançar ainda mais para conquistar espaços que ainda nos são negados”.

Tema abordado por todas as empresárias entrevistadas nessa série produzida em homenagem ao mês dedicado à mulher brasileira, a violência doméstica assusta a empresária Cléris. Ela diz não entender como há, ainda, um grande contingente de mulheres que convive passivamente com a violência física, moral e psicológica praticada por maridos e parceiros. “Talvez o medo da repressão, a vergonha da exposição, sabe-se lá, sejam fatores que façam com que muitas mulheres vivam diariamente com as agressões físicas e psíquicas sem denunciarem ás autoridades” desabafa a empresária.