Governo investiga se asfalto na MS-430 beneficiou políticos.

Controladoria investiga se pavimentação de rodovias beneficiou políticos do MS.

A CGE-MS (Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) instaurou uma comissão processante para investigar quatro contratos do Governo do Estado para pavimentação da MS-430. Os contratos, avaliados em mais de R$ 73 milhões, foram alvos da Operação Lama Asfáltica.

Executada pela Proteco, principal empresa da organização de João Amorim, a pavimentação, iniciada em 2012 compreendia um trecho de 54 quilômetros da rodovia entre os municípios de São Gabriel do Oeste e Rochedo, passando em frente à Fazenda Vista Alegre.

Informações contidas em um relatório da Polícia Federal e CGU (Controladoria Geral da União) apontam que a propriedade pertenceria a Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, supostamente em sociedade com o ex-secretário de Obras Edson Giroto, seu irmão Fernando Giroto, e o servidor público João Afife Jorge.

A fazenda foi registrada no nome de Mariane Mariano de Oliveira, filha de Beto Mariano. Atualmente, o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Paranaíba é empregado do governo do Estado como fiscal de obras da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), com salário de R$ 20,5 mil.

O relatório da PF e CGU aponta que um dos lotes da obra, entre o trecho 32 km e 42 km da MS-430, ainda teria sido pago com valores superiores à quantidade/qualidade efetivamente executada, o que teria gerado um prejuízo R$ 4 milhões ante os R$ 23 milhões do contrato.

Narcizo Corpes