FRONTEIRA: Dono de ‘agência de pistolagem’, ex–motorista de Rafaat é indiciado por chacina na fronteira de MS

Ministério público abriu inquérito contra Marcio Ariel Sánchez após operação em Pedro Juan Caballero

Indiciados são apontados como responsáveis pela chacina que matou a filha do governador de Amambay (Foto: Marciano Cândia)
A Justiça do Paraguai denunciou o ex-motorista de Jorge Rafaat, morto por organizações criminosas na fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Marcio Ariel Sánchez, conhecido como ‘Abacate’, e seu cunhado Edilson Vargas Armoa foram acusados pela chacina que matou quatro pessoas no ano passado, entre elas a filha do governador do Departamento de Amabay, Ronald Acevedo.
A denúncia foi formalizada pela promotora Alicia Sapriza e está relacionada às investigações contra ‘Abacate’. O ex-motorista, que também atuava como guarda-costas de Rafaat é apontado o líder de uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas e também como dono de uma ‘agência de pistolagem’ na fronteira, especializada na contratação de assassinos de aluguel.
Segundo informações apuradas até o momento, as investidas contra Sánchez foram intensificadas durante a megaoperação deflagrada pela pelas autoridades paraguaias na última quarta-feira. A ação comandada pela Polícia Nacional teve 18 batidas simultâneas em propriedades rurais, comerciais e residenciais e resultou na  de Agudelia Vargas, mulher de ‘Abacate”, que continua foragido, juntamente com Edilson Vargas Armoa.
Ainda segundo o Ministério Público do Paraguai, durante a operação foram apreendidas armas de grosso calibre e bens, como carros e propriedades. Entre as propriedades que fazem parte da fortuna conseguida segundo a Justiça por serviços que incluem mais de 50 crimes de pistolagem, estão casas, um supermercado e também uma fazenda e também uma estância especializada em criação de cavalos de raça.
“Nessa operação apreendemos uma fazenda com um número significativo de gado e outros animais. Em outro local apreendemos um estábulo onde havia cerca de sete cavalos de corrida e também uma loja, um supermercado, um cabeleireiro e outras propriedades”, explicou o promotor  Osmar Legal, que também acompanha o caso,  durante entrevista à Rádio Monumental 1080 AM.
Entre as apreensões da Justiça estão cavalos de raça e armas (Foto: Divulgação)
Além de já ter prova de que a ‘agencia de pistolagem’ é a responsável pela  de Haylee Acevedo em outubro do ano passado, a operação segue com investigações para saber se o grupo também está relacionado ao assassinato do prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo.


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