Encerramento de exposição e apreensão de quadro em Campo Grande também geram comentários na imprensa internacional

Obra de Alessandra Cunha apreendida em Campo Grande Foto: Museu de Arte Contemporânea

 

Na discussão que se abriu mundo afora sobre a decisão de um juiz brasileiro de autorizar tratamento psicológico e homossexuais, o site alemão “Mannschaft” foi além da liminar e informou os leitores também sobre a polêmica envolvendo a exposição de arte contemporânea Queermuseu — Cartografias da Diferença na Arte Brasileira.

“Apenas uma semana antes, um banco {Santander} teve que encerrar uma exposição de arte homossexual após protestos de grupos cristãos de direita e evangélicos. O julgamento agora feito levanta receios de que o progresso conquistado até agora possa ser arruinado”, registrou o Mannschaft.

Trata-se do caso em que a Justiça Federal negou ação popular que pedia a reabertura da exposição Queermuseu, encerrada por decisão do Santander Cultural, em Porto Alegre, após pressão e críticas incitadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL). O despacho saiu no último dia 13 e foi assinado pela juíza Thaís Helena Della Giustina, foi expedido pela 8ª Vara Federal de Porto Alegre, em caráter liminar.

Já em Campo Grande, no dia seguinte, um quadro que estava em exposição no Marco (Museu de Arte Contemporânea) foi apreendido pela Polícia Civil. A apreensão foi realizada devido à pressão de deputados estaduais do Mato Grosso do Sul, que registraram um boletim de ocorrência.