ELEIÇÕES 2022: MDB ainda avalia impacto local da candidatura de Simone

Senadora sul-mato-grossense foi lançada pelo partido como pré-candidata à Presidência

Pré-CANDIDATA. Simone Tebet foi lançada à Presidência - Divulgação
Os emedebistas de Mato Grosso do Sul vivem, desde ontem, uma espécie de bússola de espera com o anúncio da pré-candidatura da senadora Simone Tebet à Presidência da República.
Uma expectativa do lançamento do sul-mato-grossense influencia de forma positiva na candidatura do governo do Estado no ano que vem.
Até agora, cinco partidos já anunciam que vão concorrer à Presidência: o MDB; o Podemos, do ex-juiz federal Sergio Moro; o PT, do ex-presidente Lula; o PSD, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; e também o PSDB, que ainda não definiu o candidato, se será o governador de SP, João Doria, ou o governador do RS, Eduardo Leite.
O presidente Jair Bolsonaro, que segue para o PL por estes dias, também engrossa a lista de pré-candidatos.
O sul-mato-grossense Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, teria desistido da ideia de disputar a Presidência, conforme notícia circulada ontem, em Brasília.
No entanto, ele recorreu ao Twitter para dizer que continua pré-candidato, porque “médico não abandona paciente”.
De acordo com o MDB nacional, a ideia de lançar Simone Tebet na disputa pela Presidência tem sido debatida na sigla desde março, há oito meses.
Nesta quinta-feira (25), em Brasília, Simone Tebet pouco falou sobre sua decisão. A parlamentar adiantou apenas que não é de “fugir da raia” e, em diante, concordou com o plano do MDB nacional de concorrer à Presidência. Com isso, ela se afasta de seu desejo pessoal, que era disputar o elente.
O comando nacional do MDB, embora tenha fechado na escolha de Simone Tebet como pré-candidata, não descartou a possibilidade de, “lá na frente” [antes das eleições do ano que vem], o partido acertar alianças com o Podemos, de Moro, ou também com o PSDB, de Doria ou do governador gaúcho.
Nesse caso, Simone seria pré-candidata à Vice-Presidência.
O presidente do MDB de Mato Grosso do Sul, Junior Mochi, que tem o comando regional do partido, aplaude a definição em torno do nome de Simone. “Enaltecemos a escolha, ela [Simone] tem méritos”, disse o ex-presidente da Assembleia Legislativa.
Mochi acha “cedo demais” para saber se a candidatura de Simone à Presidência favoreceu a sigla na disputa pelo governo do Estado.
“Há uma distância entre a disputa nacional e o estadual, são cenários diferentes, ainda não dá para sabermos”, disse o emedebista, que acha melhor aguardar o desfecho da pré-candidatura da senadora para saber se os votos destinados a ela pode favorecer a candidatura do partido no Estado.
O MDB de Mato Grosso do Sul tem como certa a candidatura do ex-governador André Puccinelli. No entanto, o pré-candidato acumula embaraços judiciais que ainda podem comprometer o desejo dos emedebistas.
Mochi adiantou ainda que o MDB, inclusive, “já fez contatos e seguiu orientações” de um “marqueteiro importante”, que já atuou em campanhas de grandes cidades, como o ex-prefeito de SP Paulo Maluf.
DESEMPENHO RUIM
Caso o fracasso se repito para o lado de Simone, que tem mandato garantido até janeiro de 2023, o sul-mato-grossense pode ficar por menos quatro anos para o Congresso Nacional.

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