DIRCEU LUIZ BROCH – “Em todas as etapas do processo produtivo haverá o agrônomo dando o suporte necessário”

Engenheiro agrônomo Dirceu Luiz Broch - MH/Arquivo

 

Jota Menon e Rúbia Lautert

Há 82 anos, o dia 12 de outubro é dedicado à comemoração da profissão de Engenheiro Agrônomo. A data foi regulamentada oficialmente para dar a devida importância aos profissionais, que tem competência para atuar em equipamentos, planejamentos, créditos, produção de animais e vegetais. A profissão, considerada uma das principais do setor agrícola, é fundamental também para sustentar os pilares da economia do Brasil.

Amanhã, portanto, se comemora em todo o Brasil, o Dia do Engenheiro Agrônomo e o “Maracaju Hoje”, para homenagear essa categoria profissional que faz do nosso município o maior produtor de grãos do Estado – e um dos maiores do Brasil – foi ouvir o engenheiro Dirceu Luiz Broch, um dos sócios-proprietários da MS Integração que respondeu a várias perguntas sobre a profissão em si. Na opinião dele “em todas as etapas do processo produtivo haverá sempre o Engenheiro Agrônomo dando o suporte necessário”. Confira a íntegra da entrevista.

MARACAJU HOJE – Qual a importância do Engenheiro Agrônomo no processo produtivo brasileiro?

DIRCEU LUIZ BROCH – Ele é fundamente. É peça vital. Hoje na criação de novas tecnologias, na parte de lançamento de variedades e de defensivos; no trabalho de equilíbrio de solo, sempre haverá um Engenheiro Agrônomo envolvido em alguma das etapas desses processos de produção. No lançamento de variedades são os agrônomos que trabalham o processo de seleção de plantas. O momento das aplicações de defensivos, na parte técnica, existirá sempre um Engenheiro Agrônomo dando o suporte necessário.

MARACAJU – Além desse suporte técnico, o Engenheiro Agrônomo tem papel importante na defesa do meio ambiente, não?

DIRCEU LUIZ BROCH – Sem dúvidas. O Engenheiro Agrônomo atua no sentido de fazer o solo mais produtivo sem agredir o meio ambiente. O desenvolvimento do plantio direto sobre palha, a cultura do milho safrinha, a integração lavoura e pecuária, todas essas tecnologias que nasceram nas fazendas, com os produtores, sempre tiveram um acompanhamento, alguns ajustes finos efetuados pelos engenheiros agrônomos. Então, essa questão da conservação do solo, terraços, plantio direto, trabalhar com agricultura de precisão, todas essas etapas têm o envolvimento do Engenheiro Agrônomo…

MARACAJU HOJE – Recuperação de áreas degradadas…

DIRCEU LUIZ BROCH – A recuperação de áreas degradas é uma ação de fundamental importância desenvolvida pelo Engenheiro Agrônomo. Hoje, em nível de região Centro Oeste, temos em torno de 50 milhões de hectares de pastagens, de cuja área em torno de 40 milhões de hectares estão degradados. Então, a tecnologia da integração lavoura e pecuária, abertura de novas áreas produtivas, todas essas etapas, terão a presença do Engenheiro Agrônomo junto com o produtor, junto com os operadores e, nesse processo, ele tem um papel fundamental.

MARACAJU HOJE – Cresceu muito, no Brasil, o número de brasileiros que acessam o ensino superior e, consequentemente, cresceu, também, o número de faculdades de Engenharia Agronômica. O mercado ainda absorve o pessoal que está saindo das faculdades e chegando para o campo?

Dirceu Luiz Broch ministra palestra em dia de campo organizado pela MS Integração em fazenda no município de Bandeirantes – Paulo Guenka/Arquivo

DIRCEU LUIZ BROCH – O mercado absorve. Só que nossa preocupação atual é que não estão apostando na qualidade, mas, sim – e muitas vezes – na quantidade. Infelizmente, nos dias atuais, o ensino partiu um pouco para o lado do negócio. Nós queremos profissionais cada vez mais e melhor qualificados. Capacitados para a execução das propostas que nos são ensinadas na academia. O mercado absorve, porque a agricultura, hoje, está em plena expansão. Nós temos várias áreas que estão entrando para o processo produtivo, através da recuperação de pastagens e utilização de novas tecnologias, o que transforma a Agronomia numa profissão que se insere num mercado promissor, mas que é também um mercado exigente que absorve os colegas que estão se formando dentro do quadro da qualidade e não da quantidade.

MARACAJU HOJE – Economicamente falando, a Agronomia é uma profissão para ficar rico?

DIRCEU LUIZ BROCH – Não, não {risos}. Como todas as profissões, há uma parte muito bem sucedida, uma parte média e uma parte, nem tanto. Mas, é uma profissão por meio da qual você ganha o seu sustento com muito trabalho e com muito prazer, porque você está ajudando a produzir alimentos para a sociedade brasileira, alimentos para o mundo. Então, acima da rentabilidade, que é importante, está a satisfação de se atuar na área profissional que se ama. É uma profissão bastante gratificante.

MARACAJU HOJE – E, em Maracaju, qual a avaliação do quadro de engenheiros agrônomos que o senhor desenha? A qualidade dos profissionais, como um todo?

DIRCEU LUIZ BROCH – O padrão dos nossos profissionais engenheiros agrônomos é muito bom. Entendo que a agricultura que se pratica aqui, uma das mais tecnificadas do país, muito se deve a produtores diferenciados, mas, também, a agrônomos diferenciados. Nós temos um corpo técnico de agrônomos aqui que é muito bem conceituado. Nesse segmento, Maracaju está acima da média, o que é, para nós, enquanto engenheiro agrônomo também, motivo de muita satisfação…

MARACAJU HOJE – Por isto Maracaju é um dos maiores produtores de grãos do Estado e do País, certo?

DIRCEU LUIZ BROCH – Sem dúvidas. Essas informações, esses ajustes da tecnologia, esse trabalho diário dos colegas agrônomos na assistência técnica, nas consultorias, nas revendas, contribui muito para a utilização de tecnologias mais aprimoradas, o que justifica essa posição destacada de Maracaju na produção de grãos no Estado e no Brasil.

MARACAJU HOJE – Aproveita esse bate-papo e deixa uma mensagem aos seus colegas pela passagem do Dia do Engenheiro Agrônomo, 12 de outubro!

DIRCEU LUIZ BROCH – Parabéns a todos os engenheiros agrônomos pela data e desejo a todos muita felicidade e realização na vida profissional.