Depois de regulamentar Uber, motoristas querem isenção de IPVA e descontos

Depois que a prefeitura de Campo Grande decretar a regulamentação da empresa de transporte privado Uber, motoristas que trabalham com esse e outros aplicativos prometem iniciar discussões para uma segunda “batalha” com o poder público. Entre os pedidos da categoria estão isenção de cobrança do IPVA e até desconto na compra de novos carros.

Nesta manhã, o prefeito Marcos Trad (PSD) reafirmou que o decreto deve ser publicado na próxima semana e que nele constará regras como número máximo de motoristas pelo aplicativo, identificação dos veículos e até existência de escritório físico da Uber em Campo Grande.

As novas exigências foram definidas depois de uma série de discussões entre a prefeitura e os motoristas. No entanto, o assunto não deve se encerrar com a publicação do decreto. A associação que representa os profissionais – e que teve direção definida ontem, em assembleia, – promete nova rodada de negociações em busca de benefícios para os motoristas.

Paulo Pinheiros, presidente da Associação de Parceiros de Aplicativos de Transporte de Passageiros e Motoristas Autônomos de MS (Applic), afirma que o pedido dos profissionais foi parcialmente concretizado com a regulamentação.

“A maior busca agora é para trazer benefícios para os motoristas e também trazer coisas boas para os passageiros. Queremos nos tornar legais como táxis”, disse, ressaltando que atualmente cerca de 8 aplicativos de carona paga funcionam em Campo Grande.

Com a regulamentação, a categoria promete negociar, por meio da Câmara Municipal, isenção de IPVA, valor mínimo para vistoria veicular e também desconto na compra de novos veículos.

O DECRETO
O decreto também prevê a regulamentação e identificação dos motoristas, verificação de antecedentes criminais e tempo em que o motorista reside na Capital, além de exigência de que os veículos passem por vistoria da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

A prefeitura se baseia em lei federal que determina que todo passageiro remunerado deve ser atendido por serviço devidamente regulamentado pelo município.

Ao contrário dos táxis, em que um veículo pode ser solicitado nos pontos, ou nas ruas, os carros parceiros da Uber só podem ser chamados via aplicativo de smartphone. O usuário deve criar uma conta, parecida com a das redes sociais, onde insere seus dados pessoais e do cartão de crédito.

Fonte: Correio do Estado/Aliny Mary Dias