DE OLHO EM 2018 – Reinaldo, André e até Zeca do PT podem formar “chapa dos sonhos” para a próxima eleição

Governador Reinaldo Azambuja, ex-governador André Puccinelli e atual deputado federal, Zeca do PT _ Foto: Montagem/Internet

 

Jota Menon

 

Que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) sonhou e admitiu aposentar-se no Senado da República, ninguém – nem mesmo ele – pode negar.

Durante todo o ano de 2013 e início de 2014, foram fortes as pressões para que Puccinelli renunciasse ao cargo de governador do Estado, liberando a cadeira para a então vice-governadora Simone Tebet (PMDB) e disputasse a cadeira de senador. Porém, a despeito de admitir o desejo de integrar a Câmara Alta, Puccinelli decidiu concluir o mandato e ajudar a eleger a herdeira de Ramez Tebet para o Senado Federal.

Agora, aproximando-se o período de articulação para a formação das chapas que concorrerão à eleição de 2018, o nome do ex-governador aparece novamente na berlinda sendo cotado para disputar a sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB), o que Puccinelli admite sem muita ênfase, e até mesmo para formar uma dobradinha com o atual governador, candidato à reeleição, como postulante ao Senado.

Nesse cenário de “dobradinha” há quem garanta que as articulações de bastidores já vêm ocorrendo há bastante tempo e a “chapa dos sonhos” já estaria em “processo de gestação” nos gabinetes palacianos.

Senador Waldemir Moka Miranda de Brito, do PMDB _ Foto: Senado Federal

O primeiro passo no processo de concepção da chapa Reinaldo/governador com André Puccinelli/senador seria contemplar o senador Waldemir Moka Miranda de Britto com uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul. Mas, para isto ocorrer, primeiro é necessário “incentivar” a aposentadoria precoce de um dos sete conselheiros da Corte para abrir a vaga ao atual senador.

E a execução desse projeto, que estaria sendo tratado como “Plano A” nos gabinetes do palácio, precisa ser concluída o mais rápido possível sob pena de se tornar inviável. É que, nascido em 10 de outubro de 1951, Waldemir Moka completa 66 anos de idade neste ano e precisaria ser nomeado conselheiro antes da data do aniversário, pois a idade máxima para ingressar na Corte Fiscal é 65 anos.

Senador Pedro Chaves, do PSC _ Foto: Senado Federal

Acomodado Waldemir Moka, pupilo mais leal e em quem André Puccinelli mais confia, estaria aberta a “sonhada cadeira” no Senado para o ex-governador. E, de quebra, sobraria ainda a vaga hoje ocupada pelo senador professor Pedro Chaves dos Santos (PSC), guindado ao Senado Federal com a cassação do ex-senador Delcídio do Amaral (PT).

Embora o dono da Uniderp esteja fazendo verdadeiro périplo pelo Estado em busca de votos para a difícil reeleição de quem nunca disputou uma eleição (ele é o famoso senador sem voto), tem-se que ele não seria o ungido de Reinaldo Azambuja que olharia a cadeira como uma boa moeda de troca a ser negociada durante as conversações para a formação da “chapa dos sonhos”.

Nesse contexto, não se descarta nem mesmo a entrada do também ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, atual deputado federal, nesse “chapão” que praticamente tornaria a reeleição de Reinaldo Azambuja um verdadeiro plebiscito. Mas, para isto ocorrer, seria necessário Zeca descartar o PT do nome, assumindo outra legenda partidária. A sugestão seria o PSB, bastante afinado com as ideias esquerdistas “zequianas”.

Eduardo Riedel, secretário de estado de Governo

Claro que nas discussões de bastidores trabalha-se com o viés de que Zeca e André teriam dificuldades de dividir o oxigênio de um mesmo ambiente. E, nesse cenário, a “chapa ideal” seria completada com Eduardo Riedel que, na eleição para a Prefeitura de Campo Grande, em 2016, seria o preferido de Reinaldo, mas foi preterido em favor do nome da vice-governadora Rose Modesto, para evitar o fortalecimento da tese de que Reinaldo estaria montando uma “República de Maracaju” no Governo Estadual.

É um tema interessante para se discutir e por isto, como dizem os jornalistas da Capital, voltaremos ao assunto!