Café: Bolsa de Nova York retoma negócios nesta 3ª feira, após feriado, com altas de mais de 100 pts

Por volta das 09h24 (horário de Brasília), o vencimento março/17 registrava 150 pontos de alta, cotado a 149,30 cents/lb. O maio/17 tinha avanço de 90 pontos, a 150,45 cents/lb

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 100 pontos nesta manhã de terça-feira (21) após o feriado do Dia do Presidente ontem (20), nos Estados Unidos, que fechou o terminal. Nessa volta aos trabalhos, os principais vencimentos realizam ajustes técnicos, acompanham o dólar e esboçam valorização de mais de 100 pontos.

Por volta das 09h24 (horário de Brasília), o vencimento março/17 registrava 150 pontos de alta, cotado a 149,30 cents/lb. O maio/17 tinha avanço de 90 pontos, a 150,45 cents/lb. O contrato julho/17 estava cotado a 153,00 cents/lb com 120 pontos de valorização e o setembro/17, mais distante, também subia 120 pontos, a 155,30 cents/lb.

“Hoje na reabertura dos trabalhos em Nova York o campo prevalece positivo, 150 pontos de alta, Londres também com uma ligeira alta. Uma conjugação de dólar fraco no Brasil e essa sensação de que o Brasil poderá libera amanhã a importação na Camex deixa o mercado internacional bem apreensivo e curioso porque o Brasil é a maior origem produtora de café do mundo”, explica o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães, em seu boletim Dia a Dia no Campo.

No Brasil, também por volta das 09h15, o tipo 6 duro era negociado a R$ 500,00 a saca de 60 kg em Varginha (MG) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 505,00 a saca e em Espírito Santo do Pinhal (SP) estava sendo cotado a R$ 520,00 a saca.

Veja como fechou o mercado na segunda-feira:

Café: Mercado interno segue com poucos negócios diante de quedas recentes e câmbio desfavorável

O mercado brasileiro do café arábica trabalhou sem sua principal referência para os negócios, a Bolsa de Nova York (ICE Futures US), fechada nesta segunda-feira (20) por conta do feriado do Dia do Presidente, nos Estados Unidos. Os negócios serão retomados nesta terça-feira (21). Os preços domésticos da variedade registraram pouca oscilação no dia e seguem próximos do patamar de R$ 500,00 a saca para os tipos mais negociados.

O ritmo de negócios continua lento. A queda das cotações internas nos últimos dias contribuiu ainda mais para a paralisação nas transações. O câmbio também tem desfavorecido o produtor brasileiro. O dólar recuou 0,14% nesta segunda, cotado a R$ 3,0886 na venda.

Segundo a Safras & Mercado, a comercialização da safra 2016/17 (julho/junho) de café do Brasil chegou a 81% até o dia 13 de fevereiro. Esse número traz um avanço de 3% em relação ao mês anterior, quando 79% da produção estava comprometida, mas também mostra que ela está atrasada em relação a 2016. Neste período, 83% da safra 2015/16 já estava vendida. A consultoria estima a safra passada do Brasil em 55,1 milhões de sacas. Com isso, já foram comercializadas 44,75 milhões de sacas de 60 kg do grão.

Em reporte recente, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Esalq/USP) destacou a queda nas exportações tanto de arábica quanto de robusta. Na parcial (entre julho/16 e janeiro/17), o volume de café verde embarcado pelo país totaliza 18,21 milhões de sacas de 60 kg, 8,8% abaixo do mesmo período da temporada anterior (2015/16) e 8,5% a menos que na de 2014/15, segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

“Pesquisadores do Cepea indicam que essa diminuição nas vendas totais está atrelada à forte redução de 91% nas exportações de café robusta que, por sua vez, se deve à baixa oferta nacional na safra 2016/17”, disse em nota.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação no dia em Guaxupé (MG) com R$ 553,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com R$ 520,00 a saca e queda de 1,89%.

O tipo 4/5 anotou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com 542,00 a saca – estável. A oscilação mais expressiva no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) que teve baixa de 2,88% e saca a R$ 505,00.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação no dia em Espírito Santo do Pinhal (SP) (estável), Patrocínio (MG) (estável) e Média Rio Grande do Sul (estável), ambas com R$ 520,00 a saca. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Varginha (MG) com baixa de 1,96% e saca a R$ 500,00.

Fonte: Portal do Agronegócio.