Café arábica trabalha lateralizado em NY nesta 4ª, sem força para novas altas

Por volta das 09h40 (horário de Brasília), o vencimento março/17 apontava para uma alta de 5 pontos, a 143,70 cents/lb. Para maio/17, a alta era de 10 pontos, a 146,05 cents/lb

Na manhã desta quarta-feira (14), o mercado do café arábica trabalha bastante lateralizado nos principais vencimentos na Bolsa de Nova York (ICE Futures Group), ainda sem forças para alcançar novos picos de alta.

Por volta das 09h40 (horário de Brasília), o vencimento março/17 apontava para uma alta de 5 pontos, a 143,70 cents/lb. Para maio/17, a alta era de 10 pontos, a 146,05 cents/lb. Já o vencimento julho/17 trabalhava com queda de -5 pontos, a 148,20 cents/lb e para setembro/17, a queda era de -10 pontos, a 150,35 cents/lb.

De acordo com o analista de mercado Anilton Machado, da Origem Corretora, o mercado irá caminhar de forma lateral enquanto não passar o período de rolagem de posições, que se dará nesta sexta-feira (17). Por enquanto, mesmo com o fator cambial, o mercado não encontra sustentação para subir.

Machado aponta também que alguns fundamentos, como o pouco volume de café no mercado e a perspectiva de uma safra baixa, deveriam estar influenciando nas cotações de forma altista. Porém, na passagem do vencimento principal de março/17 para maio/17, o mercado poderia ter condições de recuperar as posições que perdeu na última semana.

No mercado interno, a cotação mais expressiva é observada em Espírito Santo do Pinhal (SP), a R$520,00, sem variação. Em Guaxupé, a saca é cotada a R$507,00, também sem variação, assim como Poços de Caldas (MG), a R$492,00.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Café arábica encerra 3ª com leves quedas e março/17 a US$1,43/lb

Nesta terça-feira (14), os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures Group) encerraram a sessão em leves quedas de 60 pontos, registrada em todos os principais vencimentos. Sem grandes novidades, o mercado é movimentado por ajustes técnicos e recompras.

O contrato março/17 encerrou o dia a 143,65 cents/lb. Para maio/17, as cotações ficaram em 145,95 cents/lb enquanto os contratos julho/17 e setembro/17 fecharam a terça-feira a 148,25 cents/lb e 150,45 cents/lb, respectivamente.

O analista de mercado Marcus Magalhães, em seu boletim “Minuto do Mercado”, divulgado durante a manhã, comentou que “não há nada no lado fundamental que dê um gás maior”. Os movimentos refletem as recompras e os movimentos técnicos dos grandes operadores, que aguardam para que “surja no front um fato novo para mudar o perfil e os humores das oscilações internacionais”.

Uma notícia publicada no jornal Valor Econômico também dá conta que a Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) poderá rever para baixo, nos próximos meses, sua previsão de recebimento de 5,8 milhões de sacas de café arábica neste ano. Inicialmente, a Cooxupé havia estimado uma queda de 17% na produção da sua área de atuação, mas a queda, de acordo com o superintendente comercial da cooperativa, Lúcio Dias, poderá ser ainda maior.

Em março, a Cooxupé fará a sua segunda estimativa de safra na área de atuação.

O dólar, por sua vez, que segue sem força, também liquidou a sustentação dos níveis e dos humores. Magalhães apontou ainda na segunda-feira (13) que “a conjugação de fatores como chuvas nas regiões produtoras, discurso que temos café, safras se aproximando e por fim a curta liquidez, tudo, sem exceção contribuiu para que o tom neutro ganhasse corpo e identidade”.

A moeda americana, que encerrou a R$3,1101 no dia anterior, fecha a sessão de hoje cotada a R$3,0864.

Mercado interno

Para o mercado interno, Magalhães comentou que “por enquanto, o mercado parou de cair e pode consolidar o atual espaço de trabalho” e aponta que “liquidez é essencial para que o mercado continue a ter vida, ter compradores e, pelo menos, ter luz no fundo do túnel”.

O café tipo 4/5 teve seu maior nível a R$534,00 em Guaxupé (MG), sem variação. A maior variação observada foi em Poços de Caldas (MG), com queda de -1,58%, a R$499,00.

O café tipo cereja descascado apresenta maior nível em Espírito Santo do Pinhal (SP), a R$550,00, sem variação e uma variação positiva de 0,37% em Poços de Caldas (MG), a R$541,00.

As cotações do tipo 6 também encontram seus maiores níveis em Espírito Santo do Pinhal (SP), estável, a R$520,00, em Varginha (MG) e na média do Rio Grande do Sul, a R$515,00 a saca – com ambas as cotações encerrando o dia sem variações. As maiores quedas foram registradas em Patrocínio (MG), de -1,94%, a R$505,00 e no oeste da Bahia, de -1,46%, a R$505,00. Guaxupé (MG) permanece estável, a R$507,00.

Fonte: Portal do Agronegócio