BBCA GROUP – Obras da indústria chinesa continuam normalmente, a despeito da crise

Amoxarifado da BBC com obras já concluídas

 

Jota Menon

O Brasil pode até estar mergulhado em sua mais acentuada crise econômica, mas isto não reflete diretamente nos investimentos que o grupo chinês BBCA vem fazendo em Maracaju e que culminarão com a inauguração de um moderno parque industrial de processamento do milho.

A despeito de algumas notícias veiculadas na mídia dando conta de que não há uma data definida para o início das atividades fabris no futuro núcleo industrial, quem comparece ao canteiro de obras localizado há cerca de cinco quilômetros do perímetro urbano maracajuense pode perceber que as obras estão fluindo normalmente.

No local, além de grande movimentação de algumas dezenas de funcionários e de muitos veículos pesados da Egelte Engenharia, empresa responsável pela construção da indústria, é possível constatar que o almoxarifado gigante da empresa já se encontra com as obras finalizadas.

As casas dos funcionários administrativos já estão prontas

O mesmo se pode dizer das 60 habitações (grupo de 30 casas germinadas) que serão ocupadas pelo pessoal que terá de permanecer 24 horas por dia à disposição da empresa.

MILHO – Um dos problemas que os agricultores de Maracaju deverão enfrentar no final desse primeiro semestre diz respeito ao armazenamento das milhares de toneladas de milho que deverão ser colhidas a partir do próximo mês.

Como se sabe, muitos agricultores deixaram de vender a soja, mesmo quando a saca atingiu a casa dos R$ 70, esperando melhores preços e agora com o preço da oleaginosa batendo na casa dos R$ 50, a perspectiva de desocupação dos graneleiros é ainda menor.

O início das operações da indústria de transformação de milho pela BBCA pode ser a salvação para muitos produtores que neste ano terão como única opção armazenar a safra em silos-bags.

Com capacidade de esmagamento de 1,2 milhão de toneladas de milho por ano, a BBCA poderá utilizar tudo o que for colhido nos mais de 200 hectares cultivados com o milho safrinha e até precisar de um excedente buscado nos municípios vizinhos.

Que se inaugure, pois, a unidade processadora da BBCA!