Além de preservar a biotecnologia, adoção de refúgio premia agricultores

Camionete Hillux zero km foi o prêmio sorteado pelo Programa Refúgio Compensa _ Foto: ilustração

Evento de encerramento do programa Refúgio Compensa sorteia uma caminhonete Hilux entre os produtores que adotam a boa prática

Produtora de milho na região Maracaju, sudoeste de Mato Grosso do Sul, a família Busatto sempre adotou boas práticas agronômicas em suas lavouras. O agricultor Irineu Busatto reconhece, por exemplo, que a prática do refúgio em áreas plantadas com variedades resistentes a insetos (Bt) é fundamental para a preservação dessa tecnologia. Por esse motivo, quando os Busatto tomaram conhecimento que o Programa Refúgio Compensa premiaria os produtores da cidade que comprassem sementes na proporção adequada para a adoção dessa  prática, eles logo se engajaram na campanha.

O Refúgio Compensa é um programa de relacionamento que visa dar um incentivo a mais àqueles agricultores que plantam 10% de sua área de milho com variedades não resistentes a insetos. Além de contribuir para a sustentabilidade dessa inovação agrícola, o Programa permite o acúmulo de pontos que podem ser trocados por prêmios para quem adquirir sementes na proporção de 9 sacos de milho Bt e um não Bt.  “Como a gente sempre plantou refúgio, é lógico que ficamos satisfeitos ao saber que essa prática poderia trazer outros benefícios”, afirma Irineu.

O também agricultor Eduardo Busatto, filho de Irineu, foi quem coordenou a participação de toda família no Programa. Reuniu as informações das compras de sementes do pai, do tio e as suas próprias em um único cadastro. “Li o regulamento pelo menos três vezes e acompanhei diariamente o envio das notas fiscais para garantir que estava tudo certo”, revelou Eduardo. Esse esforço buscava, além do acúmulo de pontos, a participação no sorteio de uma caminhonete Hilux zero quilômetro, o grande prêmio.

O agricultor que levaria o veículo para casa foi conhecido no jantar especial de encerramento do Programa realizado no Sindicato Rural de Maracaju, na noite da última terça-feira, 20 de junho.

O presidente do Sindicato, Juliano Schmaedecke, fez a abertura e foi categórico ao dizer que, sem a adoção de refúgio, os produtores perderão os benefícios que essa tecnologia traz.

Essa avaliação também foi compartilhada pela coordenadora do programa de educação e comunicação Boas Práticas Agronômicas (BOAS), Adriana Brondani. “É uma armadilha pensarmos que uma nova planta Bt será desenvolvida no curto prazo; não há novas proteínas inseticidas sendo inseridas em soja, milho e algodão.” Para ela, se perdermos as tecnologias que estão hoje no campo, haverá retrocesso na produtividade e no manejo.

Coube a Schmaedeke a responsabilidade de sortear o ganhador da caminhonete. Quando o presidente do sindicato anunciou Ivoacir Busatto, irmão de Irineu e tio de Eduardo, como o sortudo da noite, toda família comemorou. Na ocasião, o jovem Eduardo recebeu as chaves do carro e declarou: “O refúgio compensa!”.

O Programa foi encerrado no dia 30 de abril, porém, para os agricultores já cadastrados, ainda é possível trocar os pontos acumulados por prêmios até o dia 31 de julho.

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