Agronegócio de Maracaju é destaque diante do Novo Coronavírus

Fotos: Maracaju Hoje

Maracaju completa 96 anos de muita história e desafio vencidos no dia 11 de junho, somando mais de nove décadas de trabalho e quase um século servindo ao povo que escolheu esta região para viver, construir carreira, família.

2020 está sendo um ano desafiador para todo o Mundo, e entre os tantos destaques que a cidade merece como o preparo da saúde diante da pandemia do Novo Coronavírus, está o agronegócio que apesar de alguns problemas pontuais, está sendo modelo de superação para Mato Grosso do Sul.

A safra do milho 2019/2020 está atrasada, é verdade, e isso se deve ao fato de que o plantio foi tardio, devido à colheita da soja que também retardou. O período ideal para cultivar o grão é final de janeiro com data limite em 15 de março, porém este ano, os produtores rurais começaram a plantar já em fevereiro.

Para ter uma ideia, do total da área de milho plantada, 40% se deram já no terceiro mês do ano [março]. “Comparado com as demais regiões de Mato Grosso do Sul, como o Conesul, Maracaju está com uma situação melhor, a tecnologia favorece e muito o produtor rural que aproveitou bem a janela de plantio do milho. Em torno de 50% a 60% desta safra pode ser classificada entre boa a razoável, e 30% não tão boa”, explicou o pesquisador da Fundação MS, no município, André Luis Faleiros Lourenção, do setor de Fitotecnia Milho.

De acordo com a Aprosoja MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul), o milho plantado em 2020 aqui na cidade, deve atingir pelo menos 70% de toda a área cultivada de soja comparado com a safra 19/20.

No dia 15 abril, relatório da Casa Rural reafirmava a vocação de Maracaju para o agronegócio e expertise dos produtores para driblar a crise provocada pela Covid-19, isso porque a cidade estava como o principal município em produção sul-mato-grossense, até então, com 1.221.643,77 toneladas, seguido por Ponta Porã, com 920.835,71 quilos, Sidrolândia, 778.096,99 quilos, Dourados e São Gabriel do Oeste, 447.465,18 quilos.

Além do destaque de maior produtor estadual, a cidade já havia colhido média de 64,45 sacas por hectare nos 315.923,89 hectares que plantou. Analisando outras regiões como Ponta Porã, essa média foi de 57,41 sacas por hectare em 267.307,94 hectares cultivados, em Sidrolândia de 53,95 sacas por hectare em 240.363,58 hectares, e em Dourados de 53,00 sacas por hectare numa área plantada de 215.285,75 de hectares.

Fato inegável é que Maracaju contribui por 96 anos para a economia de Mato Grosso do Sul, e continua contribuindo, tendo os melhores produtores e especialistas do mercado que estão sempre prontos para enfrentar qualquer crise, como essa que está sendo enfrentada. O campo não parou e não pode parar.

Luiz Guilherme – Maracaju Hoje