Abate de bovinos cresce 3,8% em 2017 e abre boas perspectivas para 2018, diz IBGE.

O setor da Pecuária conseguiu fechar 2017 com aumento de 3,8% e abre boas perspectivas para 2018 no abate de bovinos, apesar da crise.

Em um ano marcado pela redução da demanda por carne bovina no mercado interno e pela operação Carne Fraca da Polícia Federal, o setor da Pecuária conseguiu fechar 2017 com aumento de 3,8% no abate de bovinos. Foram abatidas 1,1 milhão a mais de cabeças de gado, chegando a 30,8 milhões. Esse foi o primeiro crescimento anual após quedas entre 2014 e 2016. As informações são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada na última quinta-feira (22)pelo IBGE.

Em abril de 2017, o setor registrou baixa de 15,6% no abate, a segunda maior queda mensal da série histórica iniciada em 1997. Os motivos principais foram a paralisação de atividades e férias coletivas concedidas por frigoríferos pertencentes à empresa alvo da operação policial. Com isso, o resultado no segundo trimestre de 2017 foi de -3,0%.

Outro desafio enfrentado pelo setor foi o desaquecimento na demanda interna por carne bovina, em razão da crise econômica. Isso é mostrado pela queda nos preços de todos os cortes de carne. Enquanto o Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) de 2017 foi de 2,95%, por exemplo, o filé mignon teve deflação de 5,53%, a Alcatra (-4,95%) e a Costela (-2,52%)

 “Foi um ano desafiador para a Pecuária por conta da demanda ainda enfraquecida no mercado interno e da operação da Polícia Federal Carne Fraca”, explicou a gerente de pecuária do IBGE, Angela Lordão.

 

Contribuíram para contornar a crise, segundo Angela, o aumento de 12,1% nas exportações de carne bovina, cujo principais compradores são Hong Kong e China, e a maior oferta de animais devido a investimentos em reprodução para o aumento de efetivos.

Narcizo Corpes.